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A inflação verde: por que os preços de energia não param de subir

12/10/2021

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A falta de energia elétrica provocou uma corrida por fontes tradicionais de energia, as quais passavam por um processo de subinvestimento forte nos últimos anos, com grande parte do capital fluindo apenas para fontes renováveis

Ao redor do mundo inteiro, o grande temor tem se tornado a chegada de uma crise global de energia, sendo que parece não haver solução rápida para solucionar este problema.

A alta das commodities de energia pode ser verificada de diferentes maneiras, como os aumentos astronômicos nos preços do gás natural, custos de carvão em disparada e previsões de petróleo acima de US$ 100 o barril.

Dois são os motivos para isso.

O primeiro deles, de cunho mais conjuntural, é a reabertura da economia, com o consequente ressurgimento da demanda. Em outras palavras, durante o pior momento da pandemia, muito da oferta de energia foi cortada, bagunçando a cadeia de suprimento dos recursos energéticos.

Na retomada, porém, a demanda superou a oferta, o que levantou os preços. Em parte, isso se deve ao fato de que em energia você não consegue “ligar e desligar” tão fácil ou rapidamente. Há um custo e um tempo para isso, o que se traduz em mais preço no curto prazo, necessariamente.

A segunda razão, curiosamente, é a corrida desenfreada pela descarbonização da economia. Isso mesmo, a tentativa de caminharmos para uma economia verde nos últimos anos fez com que houvesse uma falta de oferta de produtos cuja produção tem caráter poluente (emite carbono), mas dos quais a economia ainda é dependente.

Existem duas vertentes dessa derivada:

1. Para atingir um volume de energia renovável maior, nós precisamos de alguns componentes — construir barragens para hidrelétricas, montar campos com painéis solares e criar turbinas eólicas, por exemplo (isso sem falar das usinas nucleares e dos carros elétricos, entre outros). Ocorre que a produção desses componentes configura um processo muito pouco verde — processo, na verdade, marrom;


2. Houve uma falta de investimentos em produção de combustíveis fósseis nos últimos anos, provocando um menor aumento da capacidade de produção energética, além do desligamento de muitas fontes emissoras de gás carbônico e gás carbônico equivalente, contribuindo para a escassez de combustíveis e de fontes alternativas de energia elétrica neste momento.


É o que se chamou de inflação verde
.


A falta de energia elétrica provocou uma corrida por fontes tradicionais de energia, as quais passavam por um processo de subinvestimento forte nos últimos anos, com grande parte do capital fluindo apenas para fontes renováveis.

Pressão de demanda com falta de oferta tem nome: inflação. É um movimento semelhante ao que poderíamos pensar de uma vingança da Velha Economia, na qual as iniciativas pela economia verde impulsionaram os preços.

Veja abaixo os respectivos índices de inflação das economias do G7.

Note como a bolinha laranja, que representa a inflação de energia, está muito além da inflação observada. Há uma já contratação de maior inflação para os próximos meses por conta disso, à medida que os produtores repassam para os consumidores tal inflação mais alta. 

 

Com informação do site "Seu Dinheiro" 



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