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Luis Fernando dos Santos, o Tidi Thai: a bola da vez na política de Mococa

20/10/2021

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Mococa tem uma política movimentada, intensa. Um grupo político com notável poder econômico tem dado as cartas por algum tempo na cidade. E não costumam admitir que ninguém, além deles, participe de forma a se destacar na política local. 

Wanderley Fernandes Martins Júnior chegou com notável aprovação popular. Chegando em um momento em que a Prefeitura (Maria Edna Gomes Maziero prefeita e Eduardo Barison, ex-diretor de saúde, vereador) havia sido condenada por contratações irregulares com a Santa Casa, entidade administrada como reduto político, viu-se forçado a contratar uma Organização Social. Buscando melhorar o atendimento na saúde, investir no setor, previu valores maiores que o a administração anterior investia. Entre outras responde por ação civil pública que o acusa, exatamente, de aplicar mais recursos na saúde como parte de irregularidades. A ação está em trâmite na Justiça. 

A contratação de uma empresa que imporia rigoroso controle de ponto do horários do médicos na saúde e controle por georreferenciamento do transporte da educação, que detectou linhas totalmente fora dos parâmetros contratuais e morais foi considerada irregular pelo Ministério Público, que promoveu outra ação civil pública e impediu a instalação dos serviços mencionados. A alegação foi de que o valor seria muito alto e que a cidade não precisaria dos serviços, entre outras que tentaram dar roupagem de ato corrupção a tentativa de fiscalização efetiva de serviços públicos.

Wanderley sofre um assédio tão intenso por parte dos tradicionais ocupantes do poder em Mococa, contra medidas de fiscalização inclusive, que acabou renunciando. 

Felipe Niero Naufel, também acusao de corrupção por haver prorrogado um contrato emergencial de transporte coletivo urbano, outra área que era dominada pelo grupo político que hoje está no poder, foi acusado - exatamente pela atual presidente da Câmara e pelo atual prefeito - e seu mandato foi cassado. A justiça em Mococa entendeu que a cassação de Felipe seria legal. O Tribunal de Justiça anulou a decisão em Mococa e determinou o retorno de Felipe, que passou a sofrer um asségio moral e assassinato de sua reputação com toda a intensidade. 

Á época o próprio atual prefeito foi um dos que fizeram juras de fidelidade ao hoje vereador Luis Fernando dos Santos. Jogando Tidi Thai contra Wanderley e Felipe, o grupo político de Barison conseguiu impedir a administração Felipe. Mas criou uma força que não pôde controlar. 

O próprio Tidi Thai, além de acreditar nas acusações feitas pelo grupo do poder, que lhe causaram desgaste pessoal desnecessário, praticamente o usando como aríete contra o então governo, acabou abrindo os olhos e vendo mais do que gostariam que visse. 

Sua tentativa de independência custou-lhe supostas amizades, rompidas em redes sociais. A falta do apoio de Barison quando foi preso deve ter sido um dos fatores que lhe levaram a repensar sua posição. 

Quando buscou independência e começou a aparecer como representante do povo, a luz de emergência acendeu nos corredores do poder. Da mesma forma que antes dele Tony Naufel, Wanderley , Felipe e outros foram alvo dessa máquina assassina de reputações, ele próprio passou a ser.

Nos corredores da Câmara Municipal, DEMOCRATA ouviu de uma pessoa de dentro, esboça-se a cassação do mandato de Tidi Thai, já tida como certa. A razão ou motivo é irrelevante. Ele será cassado, e isso já considerado certo entre muitos que orbitam o poder em Mococa. 

Muito provavelmente ira recorrer à Justiça, buscando em instâncias superiores o direito de representar o povo de Mococa que nele votou, como Felipe antes dele. 

Muito além de todo o ódio e verborragia usada para destruir a reputação dos inimigos desse grupo de poder, certamente Tidi já deve estar considerando que os outros, como ele agora, talvez não sejam tão culpados quanto ele próprio - que agora é a "bola da vez" - gritam aos quatro ventos.

Na edição sábado do DEMOCRATA os fatos e análise completa.



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