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SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 36 |
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Jonatas Outeiro escreve esta semana: Jesus, o filho do homem!23/03/2025
![]() O texto de Hebreus 2:5-18 apresenta Jesus como o Filho do Homem, demonstrando sua superioridade sobre os anjos e a importância de sua encarnação, sofrimento e sacerdócio para a salvação da humanidade. Inicialmente, o autor da carta argumenta que, embora Cristo seja superior aos anjos por ser Deus, os judeus questionavam sua grandeza devido à humilhação sofrida como homem. O apóstolo, então, busca demonstrar que Cristo, tanto como Filho de Deus quanto como Filho do Homem, é maior que os anjos. A superioridade de Cristo não é anulada por sua encarnação. Os anjos foram designados para servir à humanidade, não para governá-la. Embora os anjos possam parecer superiores em alguns aspectos, são servos. O Sl. 8:4-6 é citado para ilustrar a aparente insignificância do homem diante da grandiosidade da criação, mas Deus se preocupa e cuida dele. O homem é o ápice da criação divina, com todas as coisas terrenas sob seu domínio. A única diferença é que os anjos são seres espirituais, enquanto os homens são físicos e terrenos. Deus decretou que a Terra estaria sob o governo humano, para que o domínio sobre a criação resultasse em glória a Deus. Acima da soberania humana está a soberania divina, plenamente revelada em Jesus Cristo. Apesar do pecado ter turvado a imagem de Deus no homem, Jesus, o representante perfeito da humanidade, restaura essa imagem. Ele é Deus encarnado, que se identificou com as dores e aflições humanas, experimentando humilhação, sofrimento e morte. Deus enviou Jesus para viver entre nós, e Ele experimentou a amargura da morte. Cristo sofreu a morte por todos os que virão à glória celestial. Agora, Cristo, o homem humilhado, está coroado de glória e honra nos céus, para ser adorado como o perfeito homem, perfeito Deus, mediador, redentor, salvador, mestre e Senhor. A obra de Jesus na cruz foi um ato divino, parte do propósito eterno de Deus para que muitos se tornem seus filhos e sejam levados à glória pela fé em Cristo. Jesus é o líder humano perfeito que mostra o caminho para o Pai. O sofrimento de Jesus aperfeiçoa os que creem Nele. Seu sacrifício seria ineficaz sem o sofrimento atroz que suportou para apresentar os salvos perfeitos em glória diante do Pai. O sofrimento de Jesus foi extenso, abrangendo toda a sua vida, como descrito em Is. 53:4. Ele sofreu no corpo, na mente, no coração, nas mãos, no céu ao se esvaziar de sua glória, e no inferno ao descer ao lugar dos mortos. Seu sofrimento foi incomparável, suportando a penalidade do pecado mesmo sendo santo. O versículo 11 destaca a união entre Cristo e os salvos, chamados para a salvação. Ele é o irmão mais velho que abre o caminho, e todos que o seguem se beneficiam de sua obra. A ligação com os salvos é tão forte que Ele não se envergonha de chamá-los de irmãos. Cristo se identifica perfeitamente com aqueles que veio salvar. Ao assumir a natureza humana, Jesus, o Deus-homem, apresenta os salvos no céu como seus irmãos e, portanto, filhos de Deus. Aqueles por quem Jesus morreu são seres humanos de carne e sangue. O Cristo divino tornou-se carne e sangue, morrendo a morte humana e anulando o poder do diabo. O poder da morte, usado pelo diabo para provocar pecado e destruição, é desmantelado pela vitória de Jesus sobre a morte, trazendo aos crentes a certeza da vitória eterna sobre o pecado e a esperança da vida eterna. O medo da morte escraviza, mas Cristo oferece libertação, desafiando o pavor e capacitando os crentes a viverem a plenitude da vida. A escravidão aqui se refere a um cativeiro espiritual em relação à morte e ao pecado, uma opressão intensa que resulta em depressão constante. Cristo libertou os crentes da tirania do diabo, não por um anjo, mas pelos sofrimentos de Cristo, o Deus-homem. O versículo 16 mostra que Jesus veio socorrer os descendentes de Abraão, os filhos de Deus, não os anjos. Jesus se tornou semelhante aos humanos para que Deus se tornasse favorável a eles. Ele é o fiel sumo-sacerdote, realizando tudo o que Deus requer, assumindo a culpa dos pecados humanos, fazendo a propiciação, ou seja, expiando os pecados, desviando a ira divina e recebendo-a em lugar dos pecadores. Jesus se fez um com os humanos para que eles pudessem ser um com Deus. Ele é o salvador necessário, poderoso para socorrer em todas as tentações. Ter a Cristo é ter tudo, abandoná-lo é não ter nada. O Senhor Jesus tornou-se Filho do Homem para que os humanos pudessem ser filhos de Deus. Ele veio à Terra para que os homens pudessem ir ao céu, carregou os pecados humanos para que pudessem ser participantes de sua justiça, tomou a natureza humana para que pudessem ter a dele, e tornou-se homem para restaurar a imagem de Deus e tudo o que foi perdido na queda de Adão.. Rev. Jônatas Outeiro, pastor da Igreja Presbiteriana de Mococa. Rua Visconde de Rio Branco, 997, Mococa. (19) 3656 6074. igrejapbmococa@gmail.com *Publicado na edição 1864 de 22 de março de 2025 Comentários |
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