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SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 36 |
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Como a Nutrição pode auxiliar no tratamento da Tireoidite de Hashimoto?23/03/2025
![]() É uma doença autoimune onde há alteração no sistema imunológico mediada pelas células T que atacam e destroem a glândula da tireoide, dessa forma prejudica a função tireoidiana. A glândula da tireoide fica inflamada de forma crônica e fica sem função devido a deterioração glandular a longo prazo, essa doença de hashimoto pode desencadear o hipotireoidismo ,devido à baixa produção dos hormônios tireoidianos. É mais comum entre mulheres em idade de 30 a 50 anos, devido a mutação no gene, e a antecedentes familiares é um fator primordial para desenvolver as doenças autoimunes, e geralmente apenas 2% das mulheres são sintomáticas. Ainda não existe uma causa bem estabelecida para o hashimoto, mas pode estar associado ao fatores genéticos, ambientais, nutricionais e existenciais, uma vez que os fatores ambientais pode provocar alterações nos genes em pessoas mais propensas a doenças da tireoide. Os fatores genéticos englobam os genes da tireoide e imunomoduladores; os existenciais idade, sexo e paternidade; e os ambientais e nutricionais estão relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro, excesso ou deficiência de nutrientes como iodo, selenio, vitamina D, além de medicamentos, processo inflamatórios e estresse. Os sintomas mais aparentes são: alterações de humor, depressão, problemas de concentração, pele seca, queda de cabelo, alteração de peso, fadiga constante e alterações intestinais. O papel da nutrição nessa doença é promover uma melhora no sistema imunológico para impedir antigenos capazes de desencadear uma resposta imune e promover a doença de Hashimoto. Através de alimentos que forneçam energia, vitaminas e minerais para o combate do estresse oxidativo e processos inflamatórios, e que auxiliem no metabolismo da tireoide e aumento da imunidade. Como deve ser a alimentação?Realizar de 5 a 6 refeições diárias; Preferir alimentos in-natura; Evitar os alimentos ultraprocessados; Evitar refrigerantes e bebidas açucaradas; Se houver alergia a caseína do leite ou intolerância ao gluten, retirar esses alimentos, porém se não houver não é recomendado retira- los da alimentação; Aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas Consumir carnes magras, frango e peixes; Evitar frituras e alimentos gordurosos; Preferir azeite, nozes, castanhas, abacate por possuírem em sua composição ácidos graxos benéficos para a saúde intestinal ; Alimentos ricos em iodo como milho, ameixa seca, lácteos e ovos; Ricos em ferro: carnes, sardinha, espinafre, sementes de abóbora; Rico em selenio: castanhas, peixes, carnes, espinafre; Rico em zinco: cacau, iogurte, kefir, nozes, cogumelo, cereais integrais Rico em magnésio: semente de abóbora, cacau, abacate, nozes, iogurtes, vegetais escuros; Vitamina E: abacate, peixe, cereais integrais; Vitamina C: morango, laranja, limão, kwi, tomate, couve; Vitamina A: cenoura, couve, mamão, laranja, fígado, espinafre, gema de ovo; Vitamina D: peixes gordos, óleo de peixe, cogumelos, ovos e principalmente exposição solar; Alimentos ricos em vitaminas do complexo B: carnes, peixes, ovos e cereais integrais; Beber pelo menos 2 litros de água por dia; Manter um peso saudável; Não fazer dietas restritivas; Consumir a quantidade de calorias diárias de acordo com as características pessoais e físicas individuais; Manter uma alimentação saudável e equilibrada com acompanhamento de um nutricionista e seguir o tratamento médico.
Publicado na edição 1864 de 22 de março de 2025 Comentários |
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