Contra Ponto 1864 de 22 de março de 2025 - as pequenas notas que falam muito
23/03/2025
Simples

Em roda de conversa no CRAS do Vale do Redentor a vice-prefeita, Dona Algemira, sentou-se em cadeira comum, com rodinhas. Nada de cadeira especial ou exigências diferentes. Tem nossa admiração pela humildade.
Tretou geral
Essa semana a vereadora Sara Mafepi, cada vez mais Mafepi e menos Sara, deixou aparecer as cordas com as quais o marido exerce a função de títere.
Tretou geral 2
Propôs um requerimento pra prefeitura acusando outro vereador. A Casa não aceitou e o requerimento foi negado.
Mas o que é?
Vereadora Lúcia “Cadeira Gamer” Libânio pediu pra ela explicar o que queria com o requerimento. A vereadora Sara, autora do requerimento, não sabia o que era. Precisou que o requerimento fosse lido para que ela soubesse do que se tratava.
Eu faço
.jpg)
Negado pelos pares o requerimento de tom inapropriado de Sara Mafepi, o marido que estava a todo tempo nos comentários, afirmou: “Eu faço de próprio punho na própria prefeitura”. Deu a entender que ele que havia redigido o documento reprovado pelos vereadores.
Quem foi eleito?
Vale dizer, o mandato é da esposa. Mandato não pode ser terceirizado, é personalíssimo. Especialmente não deveria ser terceirizado para um político que foi rejeitado nas urnas, como o marido da vereadora.
Luz amarela
Alguns vereadores ficaram apreensivos com a conduta da vereadora, quase terceirizando o mandato para o marido. Dependendo de como a coisa evoluir, a vereadora pode enfrentar uma acusação de quebra de decoro.
Lugar maior
Se a coisa depender de vereador e vereadora começar a por parentes pra discutir em seu lugar, vai ser preciso passar as sessões para o Tartarugão, pra caber todo mundo.
Já lota
Só de juntar os Morgan e os Pinheiro da cidade já vai lotar o estádio.
Não dá conta?
A pergunta que ficou no ar: a vereadora não dá conta de agir sozinha, como todos os demais? Tem que ser tutelada pelo marido, ostensivamente inclusive?
No celular
Ficou claro, pela dinâmica, que Sara falava com Mafepi ao celular, sendo orientada pelo marido conforme a discussão se desenvolvia. Mas pergunta-se: quem foi eleita e quem não foi? Discussão de assuntos públicos não é para os eleitos?
Não Deu Certo
Na legislatura passada havia um “mandato coletivo”. Liderado por Thaís do Mandato Ativista e Elaine do Mandato Ativista. A experiência durou pouco tempo e logo se separaram.
Azedou
O clima entre as vereadoras Sara e Lúcia “Cadeira Gamer” Libânio azedou de vez. Na semana anterior, Mafepi fez denúncia sobre o cargo ocupado pela filha de Lúcia. Nesta semana, uma ouvidoria anônima chegou a Câmara Municipal reclamando de que Sara tem levado o filho nas sessões. Além disso, na primeira oportunidade, Lúcia “Cadeira Gamer” Libânio questionou requerimento de Sara e a coisa ferveu.
Exemplo
Veja-se o exemplo de Xandão Tosini: oposição, não desrespeita colegas, não tenta invadir setor público, apresenta todos os seus pontos de vista por documentos e com argumentos. Não levou, até hoje, a mulher pra defender ele.
Mió que novela mexicana
.jpg)
Xandão tá em uma luta de oposição. Se parar a luta dele pra brigar a briga que o Mafepi pôs a mulher, será que vai dar certo? Se Mafepi continuar gerando intercorrências (o que é mais do que possível, é provável), será que consegue enredar Xandão em mais tretas? De que lado Mafepi está? Sara vai agir com independência? Aguardemos cenas dos próximos capítulos.
Publicado na edição 1864 de 22 de março de 2025
Comentários
|