Jornal Democrata

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34


Voltou sem ter ido

24/12/2020


Os números alarmantes de contaminação por Covid-19 eram esperados. A realização das eleições forçou um contato e deu uma sensação de segurança que redundou em a população, em sua maioria, baixar a guarda e as cautelas com o Covid-19.


O aumento do número de casos, inclusive em crianças como visto em São José do Rio Pardo, volta a ocupar os equipamentos públicos de saúde nos hospitais da região e acende o alerta nas prefeituras, em mudança de gestão, à exceção de Casa Branca em que o prefeito foi reeleito.


Improvável que ainda exista alguém que desconheça que o uso de máscaras faciais, álcool gel e distanciamento são essenciais para o enfrentamento à pandemia. Mesmo assim, e ainda assim, cada vez mais pessoas vão deixando essas cautelas de lado.


De fato, admita-se a esta altura do campeonato, se comparada com ebola ou varíola, a letalidade do Covid-19 é baixa. Estatística. Mas se sua mãe, marido ou esposa ou ainda um filho morrer, pra você foi 100% de perda! Não sabemos, nem temos como saber a esta altura dos eventos, quem é suscetível e quem é resistente.


Sabemos os grupos de risco, mas mesmo esses encontram-se em uma zona difusa. Veja-que diabéticos e hipertensos estão no grupo de risco. Mas homens, em sua maioria, não fazem exames regulares. E estas doenças são silenciosas. Conclusão: muitos estão no grupo de risco, mas não sabem!


Acresça a isso os casos assintomáticos, ou de baixo números ou gradação de sintomas, que dão às famílias a impressão que o problema não é tão sério assim.
Não bastasse tudo isso, como desde tempos imemoriais, os jovens agem como se não houvesse amanhã e se não houvesse Covid-19. Nem aids. Nem outras doenças infecto contagiosas. Festas realizadas à sorrelfa da lei, em ranchos, bares e espaços públicos põe em risco a vida da comunidade.


A saída menos gravosa é a conscientização, pelo menos, dos empresários e comerciantes, especialmente os de eventos. Limitar o número de clientes, observar o espaçamento entre mesas e o distanciamento, uso de máscaras fora das mesas de consumo e álcool gel em abundância.


Casas de eventos e baladas, repletas e cheias, são sinal de não observância das regras e comprometimento de toda a comunidade.


Uma derradeira análise, são os que entendem pertencer a uma “elite”, não sujeita às leis ou as regras impostas aos demais “mortais”. Sua conduta em desrespeito às regras de enfrentamento à pandemia são imperdoáveis. Festas particulares, com fotos em redes sociais, chegando até a semanários locais publicarem fotos de eventos com pessoas próximas, sem máscaras, em igrejas, festas, etc.


O novo normal não passou. Longe disso.


A vacina, chinesa, inglesa ou a que for, demanda aquisição em massa e planos de vacinação para um país de dimensões continentais. As previsões governamentais é de que até final de 2022 não teremos imunizado boa parcela da população no Brasil.


Isso quer dizer que não podemos deixar de observar as regras de enfrentamento à pandemia!


Se isso tudo não fosse o suficiente, casos de reinfecção começam a acontecer pelo país. E a ponta precoce da “Segunda Onda”, prevista para quebrar em nossas praias metafóricas no começo do inverno de 2021.


Países na Europa recorrem, novamente, ao LockDown e quarentenas rígidas. São Paulo, timidamente, volta todo à fase amarela do plano de enfrentamento engendrado pelo governo do Estado.


Cabe a você avaliar, com sua família e os seus, se a balada escondida vale a vida da sua avó; se aquele réveillon gourmet na propriedade rural da família de sobrenome pomposo, quiçá composto, vale a vida de seu pai ou sua mãe. Ou a sua.


A impressão é que ainda não se entendeu o que está acontecendo. 



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