Jornal Democrata

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34


Impessoalidade

19/02/2021


O prefeito de Mococa usa as próprias redes sociais para falar de coisa pública. Desprestigia os canais oficiais.
Ao mesmo tempo, bloqueia quem critica ou quem com ele não se alinha. Cria a própria bolha.
Nada de mais, se fosse coisa pessoal. O problema é que é exatamente o contrário. A prefeitura e a estrutura pública da administração municipal não é dele. É de todos, do povo de Mococa.


Ao bloquear opositores, quem com ele por qualquer razão não se alinha e órgãos de mídia não alinhados com seu grupo político, como DEMOCRATA que segue uma linha editorial independente, impede questionamentos ou ponderações que não seja de seu interesse pessoal.
A administração pública, as informações sobre a administração pública ficam sequestradas. Ele somente se comunica com os seus, criando uma casta de privilegiados que tem informações em primeira mão. Conforme a informação, e quão privilegiada possa ser, isso pode permitir até favorecimento de seus correligionários/seguidores.


Ao banir de sua página, local que se tornou espaço de discussão da coisa pública, alguns órgãos de imprensa e alguns cidadãos, Barison dá um sinal de poder, de não temer nem a justiça nem o Ministério Público. Por que se sente tão seguro assim, ainda não sabemos. Mas fica claro, por sua conduta, que sente-se “com as costas quentes”.


Sequestrar a informação pública e torna-la coisa de amigos pessoais não é para qualquer prefeito. E Barison parece saber onde pisa. Segrega cidadãos e prestigia outros, criando uma casta de favorecidos, os amigos-de-el-rei.


O caso do transporte foi notável. Barison deixou de pagar os valores contratualmente previstos à empresa de transporte e, diante de comentários do responsável pela empresa em sua rede social, o bloqueou. Bloqueou o DEMOCRATA e impede que perguntas sejam feitas. Deixa, assim, de responder à sociedade. Cria uma “verdade” pessoal e a quer enfiar goela abaixo de toda uma cidade, que está sofrendo com uma visão míope da estrutura republicana e coronelesca quanto ao uso do poder que ele vem impondo.


Se está no trono, não chegou lá só. Nem se sustenta lá, por si. Cido Espanha, seu fiador político, garantiu a ele a cadeira. Daniel Girotto, como vice, emprestou ao então candidato a simpatia que, convenhamos, sempre lhe faltou. Sozinho jamais venceria.


Como se não bastasse, sem ouvir a Câmara Municipal, sem ouvir a sociedade civil, inscreveu a cidade de Mococa para co sediar os jogos regionais, em plena pandemia de Covid-19. Com os leitos superlotados e com a pandemia fora de controle.


E sabem por que ele não precisa ouvir? Isso é simples. Porque ele pode. Elisângela Maziero, na presidência da Câmara Municipal, lhe blinda de qualquer espécie de constrangimento na Câmara Municipal. À boca miúda se comenta que ele tem apoio absolutamente incondicional oriundo de outros braços da estrutura republicana.
Bloqueia a qualquer um que dele discorde, tornando seu perfil pessoal em rede social o espaço de fala da administração pública.


A impressão de descontrole emocional que o prefeito de Mococa vem passando começa a gerar preocupação em alguns setores da sociedade.
Sem transporte coletivo, com jogos regionais... ...o que mais vem por aí?

 

Editorial publicado na versão impressa de DEMOCRATA, edição 1655 de 13/2/2021, p. 3
 



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