SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Jesus, a luz do mundo

20/03/2021 - Isabel Scoqui

Ele não tinha sombras. Ele era Luz. Veio para as trevas e as trevas não O reconheceram. Brilhou em meio à escuridão, mas os que perceberam Sua luminosidade nada mais desejaram senão apagar a luz que irradiava. Ele não tinha sombras porque era perfeito. Nenhum traço de inferioridade lhe manchava a personalidade. Antes que a Terra exalasse seu primeiro suspiro como um planeta propício à vida, Ele já era. Por isso, muitos O julgaram a própria Divindade. Mas Ele, sempre correto, esclareceu, desde o primeiro momento: Eu vim para cumprir a vontade de meu pai, que está nos céus.
Ele não tinha sombras. Nenhuma culpa, nenhum senão lhe maculava o Espírito. Por isso podia estabelecer o convite: Vem e segue-me. Senhor do mundo, pastor de um rebanho de almas incultas, eivadas de erros e de viciações morais, veio para as conduzir. Contudo, nem todos lhe ouviram a voz ou O desejaram seguir naqueles tempos. Por isso Ele prossegue com o insistente chamado, anunciando as bem-aventuranças do reino do Pai.
Ele era a Luz. Os que nada desejavam senão espalhar sua própria sombra O perseguiram, levantando calúnias, engendrando maldade. Ele respondia com amor. Por onde passava, deixava pegadas luminosas a fim de que os que viessem depois, na fieira do tempo e das vidas, pudessem segui-lO. Quando o desejassem, quando pudessem compreender a sua mensagem.
Falando com a autoridade de quem faz o que recomenda, Ele se dirigia aos Espíritos perturbadores e infelizes, arrancando-os da insensatez. A Sua era a mensagem da paz: A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou. Senhor das estrelas, não amealhou bens perecíveis, antes preocupou-se em conquistar corações para o reino de Deus.
A quem O feria, qual o sândalo que perfuma o machado que o agride, brindava com o aroma da Sua paz. De tal forma isso impregnava a criatura que não mais O esquecia. E, na poeira do tempo, optava por se entregar a Ele. Manso como as pombas, jamais se deixou vencer pelos violentos, a eles respondendo com a dignidade da Sua conduta.
Ao soldado que O esbofeteou em plena face, indagou, sem medo: Se disse algo equivocado, aponta meu erro. Mas, se nada disse errado, por que me bateste? E quando a hora soou, qual um cordeiro levado ao altar dos holocaustos, Ele se entregou, sem reagir. E, sozinho, enfrentou o juízo arbitrário dos pigmeus que detinham o poder tolo e temporário: Anás, Caifás, Pilatos.
Ele era o Senhor do mundo e submeteu-se à justiça comezinha dos homens, ensinando que o exemplo fala mais alto do que as palavras.
Ele era a Luz. Até hoje, Ele brilha e espera. Espera que as Suas ovelhas lhe atendam ao chamado, reconheçam a Sua voz e descubram que com Ele não mais haverá noite de solidão e amargura. Que com Ele não haverá sede de justiça, porque Ele é a água viva, que dessedenta para sempre. Com Ele não haverá carências, pois Ele é a plenitude.
Ele é o Enviado, o Messias aguardado no tempo e anunciado por séculos na voz dos profetas.
Ouçamo-lO. Sigamo-lO. Ele é a Luz, o Caminho, a Vida... Ele é Jesus, o Filho de Deus, o Bom Pastor das nossas almas. Ele é Jesus, o Filho de Deus, o Bom Pastor das nossas almas.

 


Redação do Momento Espírita.

Por Isabel Scoqui
isabelscoqui@yahoo.com.br 



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