SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

A importância do luto

20/03/2021 - Alessandra Pimenta

Estamos vivenciando um período no qual podemos considerar que o luto nunca esteve tão próximo de tantos de nós!
Um dos maiores mistérios da vida nos tem sido apresentado diariamente através de amigos, conhecidos, parentes.
Foi tirado de nós o direito de velar as pessoas que amamos.
Sentimos na pele o que a psicologia sempre pregou: a necessidade deste ritual de passagem, a importância de elaborar o luto e oficializar da realidade da perda, de homenagear quem se foi e dizer palavras de despedida. Relembrar e celebrar quem partiu ajuda a enfrentar a saudade, a presença dos amigos acolhe os corações aflitos, o que auxilia na construção de significados em relação à perda.
A experiência de perder alguém próximo e querido pode acarretar uma diversidade de sentimentos, entre eles uma sensação de impotência devido à falta de controle sobre a vida, a raiva.
A interrupção de forma inesperada da convivência pode dar origem aos mais variados sentimentos, como a incompreensão dos acontecimentos, os questionamentos por não ter feito algo a mais, por não ter dito alguma última palavra, mas, de forma geral, são todas respostas para o mesmo momento: o da perda e do luto.
O luto pode ser compreendido como a fase de transição entre a ausência da pessoa amada e o encontro de um novo sentido para a própria existência. Como a necessidade de adaptação a uma nova realidade, é parte de um processo de amadurecimento, de restabelecimento da nossa estrutura que foi toda quebrada com a perda. É o espaço e tempo no qual sentimos a dor da perda, choramos, elaboramos sentimentos e ressignificamos o sofrimento.
O fato está posto e agora cabe a nós vivenciarmos o luto da melhor forma possível. Para isso, a compreensão das fases pelas quais passaremos neste processo é essencial.

FASES DO LUTO:
A psiquiatra suíço-americana Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004) se especializou em cuidados paliativos e em situações próximas da morte e definiu cinco estágios:

NEGAÇÃO:
É como uma defesa psíquica. A pessoa nega a existência do problema, não fala sobre o assunto e procura desculpas para não aceitar a realidade. Em negação ela não muda a rotina, continua trabalhando, estudando, como se nada tivesse acontecido.

RAIVA:
Pode compreender desde as primeiras semanas até seis meses. A pessoa fica inconformada e revoltada contra a situação. É comum que ela chore, tenha distúrbios do sono e falta de apetite durante esta fase.

BARGANHA:
Também conhecida como negociação. A pessoa tenta criar uma ficção de que a morte é algo que podemos impedir, ou seja, ela fantasia, reverte o ocorrido, buscando estratégias para tornar isso possível.

DEPRESSÃO:
Não existem mais fantasias com realidades paralelas, voltando ao presente com profunda sensação de vazio. É hora da conscientização sobre o que aconteceu. Isolamento e cansaço são comuns. A pessoa não acredita que sairá dos estados de tristeza e melancolia.

ACEITAÇÃO:
Quando a nova realidade enfim é aceita e a pessoa entende que o sentimento de superação faz bem. É uma fase necessária para reorganizar as ideias e confortar o esquema mental. Com o tempo, a dor emocional do luto vai desaparecendo.
Com o passar do tempo, as angústias vão sendo compreendidas e a pessoa voltará a sonhar, desejar e construir um futuro, ficando o sentimento da saudade.
O luto é um processo superado aos poucos, retomando a alegria e o prazer nas pequenas coisas do dia a dia; assim, a vida vai voltando ao normal.

 

Alessandra Pimenta é psicóloga clínica, inscrita no CRP 06/137648 –
Contato (19) 99291-9886 – Instagram: @alessandrapimenta.psi 

Alessandra Pimenta de Souza é psicóloga Clínica, inscrita no CRP 06/137648 e atua com foco na terapia comportamental. Contato: (19) 99291-9886 – Instagran: @alessandrapiment.psi


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