SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Animais supervalorizados

14/10/2020 - Thiago da Silva Vieira

Por que nos escandalizamos com animais abandonados nas ruas, maltratados por seres humanos, mas achamos “normal” tantas pessoas passando fome e dormindo nas ruas? É comum vermos pessoas lutando contra os maus tratos aos animais, criando ONGs de proteção, buscando aprovar leis que garantem o direito dos bichos, mas se calando ou apoiando o aborto de crianças, fechando os olhos para a morte de policiais em serviço e de folga quando reconhecidos por marginais. Esses são os sintomas de uma sociedade que está sendo secularizada, onde os valores estabelecidos por Deus em sua Palavra estão sendo progressivamente negados. Muitas pessoas preferem como companhias cachorros, gatos e papagaios do que seres humanos, investem seus salários com esses pets, ao invés de ajudar pessoas necessitadas. Tudo isso é testemunho da condição caída da humanidade, a deformação do pecado sendo revelado no raciocínio dessas pessoas sobre valores. Deus criou os animais, isso significa que os animais possuem valor por fazerem parte da criação boa de Deus, sendo que maltratar animais revela a perversidade do coração do homem, atraindo o desagrado de Deus. Porém, os animais não são superiores aos seres humanos em valor e dignidade, pois, DEUS criou o homem à Sua imagem e semelhança e deu ao homem o poder para dominar sobre todos os outros seres vivos (Gn 1:27-28). Após a queda, os animais lhes serviriam de mantimento, ou seja, os animais foram criados para o homem, não o homem para os animais (Gn 9:1-3). Animais possuem variadas serventias aos homens como: alimentos, estimação e transportes, mas a relação com animais não substitui nossa relação com outros seres humanos. Após criar o homem, Deus deu ordem ao homem para dar nomes a todos os animais, porém entre os animais não se achava auxiliadora ou companheira idônea para o homem. DEUS viu que toda Sua criação era boa, porém não era bom que homem vivesse só. Isso significa que mesmo tendo inúmeros animais em sua volta, o homem tinha uma necessidade, outro ser humano, a mulher (Gn 2:18-25). DEUS quer que vivamos em comunidade. Uma comunidade que reflete Sua imagem em que seus componentes amem uns aos outros. Aqueles que têm mais estima por um animal do que por um ser humano, está em desobediência a Deus, desprezando a imagem de Deus no homem. A desculpa de alguns para esse pecado, é que preferem a companhia de animais, ao invés de pessoas, porque relacionamentos humanos trazem sofrimentos, traições e decepções. É verdade que pessoas trazem sofrimentos, mas apelar para essa justificativa é não entender a sua própria condição de ser humano. No princípio não havia sofrimento nos relacionamentos humanos, mas por causa da queda no pecado, os relacionamentos passaram a ser caracterizado por decepções. Isso é fruto do egoísmo humano, a mesma raiz daqueles que preferem a companhia de animais, pois por medo de sofrerem, preferem não enfrentar seus pares. A cura para relacionamentos feridos não é a busca do amor em companhia de animais, mas no Evangelho. Deus em Cristo está restaurando a condição original dos relacionamentos humanos ao levar sobre si a nossa inimizade contra Ele e contra nosso próximo, sendo punido em nosso lugar. Jesus Cristo, pela graça mediante a fé, ajunta pecadores em sua família, a Igreja que tem seus relacionamentos pautados pelo amor a Deus e ao próximo. Os animais ficam de fora da nova criação? Não. Apenas são colocados no devido lugar como no princípio. Nenhum animal pode ser uma companhia superior a do ser humano, pois o seres humanos foram criados à imagem divina, possuindo infinito valor. A preferência por animais é negação de Deus que estabeleceu na criação e na redenção a comunhão entre pessoas. É através dos relacionamentos humanos que conhecemos Deus como Criador e Salvador, e somos conformados à imagem de Cristo.



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