SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Moradas do Universo

21/10/2020 - Isabel Scoqui

Quando, em 1972, o cientista germano-americano Werner Von Braun esteve no Brasil, foi entrevistado acerca do que pensava a respeito da possibilidade da existência de vida em outros planetas. Declarou então: Basta pensar que o sol é apenas uma entre milhões de estrelas que brilham por milhares e milhões de galáxias. A vida é uma maravilha tão extraordinária que seria para mim propriamente inconcebível limitar, aos habitantes deste nosso planetinha, o dom da vida. Por quê? Não há nenhuma razão de ser. Infelizmente, disse ainda, não posso demonstrar cientificamente a existência da vida em outros corpos celestes, mas estou absolutamente convencido de que ela existe fora da Terra. Mais cedo ou mais tarde, a inteligência humana receberá uma informação segura, cientificamente averiguável, da presença de outras inteligências no Cosmos, que estamos apenas começando a explorar. À semelhança dele, muitos sábios creem que existe vida além da Terra. Por todo o mundo, pesquisadores procuram incessante e ardorosamente indícios de vida extraterrena. A conclusão de muitos é esta: Há poucas possibilidades de que a Terra seja o único planeta habitado em nosso Universo. Sobretudo levando-se em conta o fato de que há dezenas de bilhões de galáxias, que contam, cada uma, dezenas de bilhões de estrelas, com os planetas correspondentes. Se ninguém pode se gabar de ter, até hoje, comprovado se há vida além, no Universo, um admirável mestre, há quase 20 séculos, afirmou com todas as letras: Há muitas moradas na casa de meu pai. Conforme as anotações do evangelista João, Jesus teria ainda acrescentado: Se assim não fosse, já eu vos teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Ora, a casa do pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento desses Espíritos. Jesus lecionou, portanto, que somos cidadãos do Universo, filhos de Deus, que transitamos pelos vários mundos, no intuito de progredir. Quando, em um mundo, haja o Espírito absorvido toda a sabedoria que ele comporta, parte para outro, a fim de prosseguir a crescer, até atingir a perfeição. Contemplando, pois, as estrelas nas noites luminosas, guardemos a certeza de que estaremos olhando para domicílios que já frequentamos ou lares que nos abrigarão no futuro. Demonstremos gratidão pela infinita bondade de Deus, que semeia mundos pelo Universo, como um celeste semeador em campo produtivo. O Livro dos Espíritos trata em detalhes da questão da pluralidade dos mundos habitados. E na obra O Evangelho segundo o Espiritismo existe um capítulo inteiro dedicado ao tema, onde as palavras de Jesus são interpretadas com raro bom senso e profundidade. Diz o seguinte: do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos mundos possuem condições muito diferentes uns dos outros, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Dentre eles há os que são ainda inferiores à Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau, e outros lhes são mais ou menos superiores, em todos os sentidos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a vida moral quase não existe. À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual. Nos mundos intermediários, o bem e o mal se misturam e um predomina sobre o outro, segundo o grau de adiantamento em que se encontrarem. De um modo geral, os mundos se dividem: mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiações e provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e provas, e é por isso que nela o homem está exposto a tantas misérias. Fonte: Redação do Momento Espírita e trecho do cap. III de O Evangelho segundo o Espiritismo.



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