SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Transtornos alimentares: bulimia

17/10/2020 - Alessandra Pimenta

Transtorno Alimentar é um transtorno mental que apresenta comportamentos alimentares que influenciam de modo negativo a saúde física e mental do sujeito, podendo apresentar, como no caso da Bulimia, uma intensa preocupação com o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal e a autoavaliação baseada no peso e na forma física.  Os transtornos alimentares podem ser considerados também como síndromes ligadas à cultura de determinadas sociedades. O que evidencia esta hipótese é o fato de que a Anorexia e a Bulimia têm uma prevalência maior entre mulheres jovens de países ocidentais, principalmente as que pertencem às camadas mais privilegiadas da sociedade. O aumento da incidência dos transtornos alimentares na população feminina está intimamente relacionado às mudanças nos padrões de beleza e às exigências sociais. Assim, atualmente evidencia-se uma cultura do emagrecimento, na qual, para obter êxito e aceitação social, o indivíduo – em especial as mulheres – deve estar dentro deste padrão estético imposto socialmente. A Bulimia Nervosa: A Bulimia Nervosa é caracterizada por uma ingestão exagerada e rápida de alimentos, acompanhado por um sentimento de perda de controle. Seguidos por comportamentos compensatórios que são frequentemente empregados para o controle do peso. Os principais sintomas físicos são excessiva preocupação com o peso ou forma corporal, medo exagerado de engordar, pode apresentar distorção da imagem corporal, compulsão alimentar, uso de métodos compensatórios, vômitos induzidos, uso de medicamentos (diuréticos, laxantes, inibidores de apetite, drogas) e dietas rígidas. Sintomas psíquicos: Instabilidade de humor, impulsividade, baixa tolerância à frustração, dificuldade de lidar com limites e regras, sintomas depressivos, ansiedade, culpa por comer demais. É importante ressaltar que existem dois tipos de manifestação deste quadro clínico, a Bulimia Nervosa Purgatória, caracterizada pelo uso de autoindução aos vômitos, uso desmedido de medicamentos; e a sem purgação, utilizando de jejuns e exercícios físicos em excesso. Cuidados e tratamento: Ao falar de transtornos alimentares estamos falando sobre a utilização do alimento para expressar aquilo que as pessoas não sabem como sentir. Os comportamentos de recusa alimentar ou a ingestão exagerada de alimentos ou tantos vômitos são silenciosos e é de extrema importância que a família esteja atenta, afinal o diagnóstico precoce e o encaminhamento para o tratamento adequado pode prevenir consequências futuras. O acompanhamento dos casos mais evoluídos pode ser realizado por grupo multidisciplinar envolvendo psicólogos, psiquiatras e nutrólogos ou nutricionistas. A Psicologia irá trabalhar as causas e as repercussões dos transtornos alimentares, pois na maioria das vezes são resultados de desequilíbrio emocional. A psicoterapia é de grande importância, auxiliando na manutenção de peso e em uma mudança de estilo de vida. Assim os transtornos alimentares e obesidade devem ser acompanhados e tratados respeitando a singularidade de cada sujeito, atribuindo ao paciente consciência corporal e o autorreconhecimento.

Alessandra Pimenta de Souza é psicóloga Clínica, inscrita no CRP 06/137648 e atua com foco na terapia comportamental. Contato: (19) 99291-9886 – Instagran: @alessandrapiment.psi


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