SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Temos um advogado

24/12/2020 - Thiago da Silva Vieira

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” 1 Jo 2:1.

 

Quando alguém é acusado de cometer um crime, sendo ele culpado ou inocente, deverá comparecer diante de um tribunal para ser julgado. Sendo necessário que o acusado seja representado por um advogado. Segundo as Escrituras, todos nós um dia seremos julgados diante do tribunal de Deus (2 Cor 5:10), e o pior é que não somos inocentes, todos somos culpados, não há um justo, nenhum sequer (Rm 3.10).

Essa é uma má notícia. Porém, há uma boa notícia: Todo aquele se arrepende e crê em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, tem os seus pecados perdoados, sendo declarados justos diante de Deus. Nesse sentido, temos à disposição um advogado perfeito e que nunca perdeu uma causa, Jesus Cristo o Justo, Filho de Deus.

O Apóstolo João escreveu com o propósito de advertir os crentes contra os ensinos dos falsos mestres gnósticos que eram pessoas que haviam se apostatado da Sã Doutrina. Um dos ensinos desses homens era uma espécie de dualismo que consistia em afirmar que: “o espírito é bom, mas o corpo é mal”.

Esse ensino trazia consequências práticas para as suas vidas, pois negavam que o pecado afetava o espírito, mas somente o corpo. Os falsos mestres alegavam que não tinham pecado, pois o importante era somente o espírito que estava ligado a Deus, ou seja, já tinham atingido a perfeição espiritual. Segundo eles, o que acontecia no corpo não tinha problema nenhum. O corpo seria destruído na morte, então era permitido viver imoralmente como desejasse. Diante disso, o Apóstolo mostra quais as características de um verdadeiro Cristão: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo1: 8, 9). Diferentemente dos falsos crentes, um cristão não nega que ainda peca, mas tem como característica uma vida com contínuo arrependimento e confissão de pecados.

Não há dúvidas que, afirmar não ter pecado significa viver na mentira, o autoengano que conduz ao inferno. Certamente, aquele que esconde seus pecados nega a Palavra de Deus que diz que todos pecam (Ec. 7:20.). No versículo 8 João mostra que o descrente diz que não tem pecado; agora, no versículo 10 ele corrige aqueles que dizem que não são pecadores. “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. “1 Jo 1: 10. Negar que é pecador mesmo sendo justificado por Deus é o mesmo que se colocar no lugar de Deus, pois somente Deus não tem pecado, o único homem que nunca pecou foi Jesus Cristo o Filho de Deus.

O Apóstolo vai além ao afirmar que negar que é pecador é chamar Deus de mentiroso, pois Deus diz em sua Palavra revelada que todos são pecadores. Diante disso, a resposta contra o pecado que tão de perto nos assedia é arrependimento e confissão: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 Jo 1: 9. A palavra confessar significa concordar com Deus. Deus diz que somos pecadores, então concordamos com o que de fato somos, pecadores necessitados de Sua graça.

É certo que, o descrente ao esconder o pecado discorda de Deus, chamando Deus de mentiroso. A Palavra “se” indica a condição para o perdão. Somente é perdoado aquele que confessa sua culpa diante de Deus. Portanto o verdadeiro Cristão reconhece sua culpa confessando a Deus para receber o perdão gracioso.

É evidente que, o ser humano é especialista em criar desculpas ou atribuir culpa ao próximo. Colocam a culpa no Diabo, e com isso, afirmam que ele é culpado em nos tentar. Sabe-se que, muitos evangélicos criam espíritos malignos para todo tipo de pecado, como por exemplo: espírito de adultério, espírito da mentira, espírito da safadeza, espírito disso e daquilo. Não há dúvidas que, para eles a culpa é sempre do diabo. Todavia, Tiago disse em sua carta que quando pecamos não é simplesmente porque fomos influenciados por algo exterior, “mas” cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência...” (Tg 1.14) .

A culpa não é de Deus, nem do diabo, nem das pessoas ao nosso redor, mas nossa, por isso deve ser confessada.

Vemos nas Escrituras vários exemplos de como o ser humano tende a colocar a culpa no próximo: Adão colocou a culpa em sua mulher e em Deus, a mulher colocou a culpa na serpente: “Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi.

Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? “Respondeu a mulher: - a serpente enganou-me, e eu comi.” (Gn 3: 12,13).

Outro exemplo: ver (Ex 32: 21-24). Criar desculpas para o pecado é apenas uma maneira de ser seu próprio advogado, mas diante do tribunal divino ninguém pode ser seu próprio defensor, pois todos são réus, somente Cristo pode interceder por nós.

Essa é a única maneira de ser perdoado, clamando: “miserável homem que sou quem me livrará do corpo dessa morte, mas graças a Deus por Jesus Cristo.”

A resposta a todo engano do nosso coração é a confissão de nossa culpa. “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniquidade não encobri.

Disse eu: - Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado.” (Sl 32: 5).

Você já se arrependeu dos seus pecados? Já colocou sua confiança de salvação somente em Cristo, nosso advogado?


 



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