SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

O QUE É O PIX?

17/10/2020 - Thamir Marin

O PIX é um sistema brasileiro de transferências monetárias eletrônicas instantâneas. Gerido pelo Banco Central, ele visa ser uma inovação frente ao TED e ao DOC. Para isso, a ferramenta usa uma rede moderna que funciona 24 horas por dia de segunda a segunda e que engloba diversas instituições financeiras. Além de bancos, será possível fazer um PIX também por meio de aplicativos de pagamentos que hoje dependem exclusivamente da rede bancária para operar. Assim como ocorre com as transferências atuais, o sistema funcionará como ponte entre o pagador e o recebedor. Os dois lados da transação podem ser tanto pessoas físicas, pessoas jurídicas (incluindo entes governamentais) ou uma combinação entre elas. Na prática, a novidade promete ser um TED disponível a qualquer hora do dia, em uma quantidade maior de serviços, e com valor que cai na hora na conta do recebedor. Como e quando o PIX vai funcionar? Segundo o Banco Central, não será preciso instalar nenhum aplicativo adicional para utilizar o PIX. O sistema será integrado aos serviços já oferecidos por bancos, fintechs e estabelecimentos comerciais. Dessa maneira, o PIX deverá se tornar mais uma opção de transferência ao lado do TED e do DOC na hora de efetuar uma transferência pelo caixa eletrônico ou via Internet banking. No entanto, ao contrário do TED e DOC, não será preciso informar número de conta e agência para iniciar uma transferência. No PIX, essas informações são substituídas pelo que o Banco Central chama de Chave PIX. A chave pode ser um CPF, CNPJ, número de telefone celular ou endereço de e-mail. Com essas informações, o usuário poderá ter também seu próprio QR Code e receber dinheiro via PIX por meio de pagamentos por aproximação. O sistema de pagamentos começará a funcionar de forma restrita em 3 de novembro e será liberado para todos no dia 16 de novembro. Mas já será possível se cadastrar no sistema a partir do dia 5 de outubro. Como se cadastrar O cadastro deverá ser realizado na instituição financeiras na qual o usuário já tem uma conta. Bancos, aplicativos de pagamento, corretoras de criptomoedas e demais fintechs irão disponibilizar o cadastro nos seus respectivos aplicativos ou sites. A partir de 5 de outubro, o usuário poderá acessar um menu do PIX e informar CPF, CNPJ, celular e e-mail que devem ser cadastrados nas suas chaves. Quais tecnologias oferece? O PIX funciona em uma infraestrutura de rede mais moderna que funciona independente do horário bancário. Por esse motivo, é possível enviar dinheiro para alguém a qualquer dia e horário, e o valor sempre cairá na conta na mesma hora. Além disso, a ferramenta conta com uma tecnologia integrada de QR Codes em duas versões. Na dinâmica, o código muda a cada nova transação e será mais indicada para o caixa de estabelecimentos comerciais. Além do valor, ele pode trazer detalhes de identificação da loja, entre outros dados. Já o código estático identificará um recebedor fixo e poderá contar ou não com valor pré-definido. Esse tipo de QR Code tenderá a ser mais usado por pessoas físicas. Segundo o Banco Central, a rede do PIX também é mais segura, mesmo que custe mais barato. Como consequência, a instituição prevê uma menor barreira de entrada para novas fintechs. Consequentemente, a projeção é de maior competição pelo cliente, levando a um incremento na qualidade do serviço. É preciso baixar algum aplicativo ou programa? O PIX não exige o download de nenhum aplicativo ou programa adicional. As instituições que aderiram ao recurso deverão disponibilizar o novo serviço nos softwares que já possuem. É possível que determinada empresa altere ou lance novos produtos relacionados ao PIX e recomendem o download pelos clientes. No entanto, isso não deverá ser regra. Qual o preço? O PIX é muito mais barato para as instituições financeiras em comparação com o TED e o DOC. Enquanto as transferências tradicionais custam de seis a sete centavos para as instituições, o PIX irá cobrar apenas um centavo a cada 10 transações. Há também preços diferentes para pagamentos agendados ou para liquidações durante a madrugada. O Banco Central, no entanto, deixará livre para cada instituição definir se e como repassará esse custo aos clientes. Como meio de tranquilizar o cidadão, o BC avisa que irá monitorar eventuais violações ao direito do consumidor por conta de cobranças abusivas. Conclusão O medo ou a pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o novo sistema é tão interessante para o país que o próprio comércio poderá incentivar o público mais resistente a aderir ao Pix. No fim das contas, tudo se resumirá à conveniência. Se o Pix se mostrar tão ou mais prático do que abrir a carteira e tirar uma nota, a preferência pelo novo sistema seguirá um curso natural. Thamir Marin: Formado em Economia pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), trabalhou como analista de valores mobiliários pela Enfoque Informações Financeiras e como assessor credenciado a XP Investimentos. Atualmente trabalha como assessor de investimentos credenciado plataforma de investimentos do Banco Safra e é sócio do escritório Öküs Capital Investimentos. Contato (19)9.9195-7220.

Thamir Marin: Formado em Economia pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), trabalhou como analista de valores mobiliários pela Enfoque Informações Financeiras e como assessor credenciado a XP Investimentos. Atualmente trabalha como assessor de investimentos credenciado a corretora do Banco Safra e é sócio do escritório Öküs Capital Investimentos. Contato (19) 9.9195-7220.


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