SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Síndrome da Genitora Tóxica

17/01/2021 - Alessandra Pimenta

Ao contrário do que muitos pensam, mães não são necessariamente sempre boas! É importante desmistificar esta visão romantizada de que todas as mães são perfeitas. Compreender que alguns relacionamentos entre genitores e filhos podem ser absolutamente tóxicos, nos abre os olhos para a possibilidade de cuidar para que estes que filhos que sofrem possam viver melhor.


As mães são pilar da educação dos filhos, são formadoras da maturidade pessoal e da segurança interior, são âncoras de pesadas cadeias que podem trancar, por completo, a independência física e emocional do filho. Elas podem ser consideradas tóxicas quando educam seus filhos, mas não conseguem estimular seu crescimento pessoal. Em consequência disso, as crianças têm sua independência física e emocional extremamente comprometidas.
Fala-se muito em mães ou genitoras tóxicas, devido ao seu papel expressivo na educação dos filhos, no entanto o problema pode se estender a qualquer familiar ou responsável.


Por mais contraditório que pareça, por trás das atitudes de um responsável tóxico existe amor, um amor desmedido. O fato é que trata-se de um amor imaturo, egoísta, muitas vezes asfixiante, e que pode ser completamente destrutivo.que espelha e transmite as inseguranças nos filhos.


As mães tóxicas apresentam um perfil controlador, colocando-se como vítima ou fazendo chantagens e jogos emocionais, justificando todas as suas ações com o objetivo de que os filhos sofram ou para que tenham o que não tiveram na vida.


O PERFIL PSICOLÓGICO DE UM GENITOR TÓXICO É COMPORTO POR:

1. PERSONALIDADE INSEGURA:
Com falta de autoestima e autossuficiência, pode ter os filhos como tábua de salvação, esta é uma forma de modelar e controlar para tê-los sempre ao seu lado e, assim, cobrir as suas próprias carências. Por medo de ficarem sozinhas, bloqueiam o desenvolvimento dos filhos.

2. OBSESSÃO PELO CONTROLE: Estas mães tem necessidade de controlar as próprias vidas e a dos filhos e não são capazes de ver os limites que devem percorrer enquanto mães, para elas, controle é sinônimo de segurança, de amor e carinho.
O controle em conduzir os filhos com a justificativa de carinho é o pior ato da superproteção, pois impedem com isso que os filhos sejam autônomos, capazes e corajosos.
3. COMPETIÇÃO: Nestes casos existe uma baixa autoestima e a mãe inferioriza o filho, ocorre principalmente em casos de filhas mulheres, no período em que ficam moças, tem jovialidade e beleza e a mãe não consegue lidar com isso de forma adequada.
4. PROJEÇÃO DE DESEJOS NÃO REALIZADOS: Podem projetar seus filhos os desejos não realizados do seu próprio passado, sem perguntar se querem  e o que eles desejam, sem dar-lhes a opção de escolher. Ao agir desta forma, pensar que estão demonstrando um amor construtivo, quando na realidade é um amor falso que represente a pensa seus próprios interesses.

COMO LIDAR COM UM FAMILIAR TÓXICO?
É importante romper o ciclo da toxidade. Para uma criança, lidar com isso pode ser algo muito difícil, porém ao se tornar adulto, é importante que ações sejam tomadas.


É preciso se impor, colocar suas necessidades à frente, dizer NÃO quando necessário e mostrar que suas vontades, necessidades e os caminhos que escolheu para si importam. Somente desta forma este ciclo poderá ser quebrado.
É extremamente complicado agir desta maneira, pois muitas vezes existe um grande sentimento de culpa por parte do filho e uma enorme dificuldade e “enfrentar” a própria mãe.


Por isso é importante ter sempre em mente que apesar de não querer causar danos à sua mãe, você também não aguanta mais e simplesmente não que mais sobre com tantas cobranças e expectativas descabidas e incompatíveis com a realidade. Essa forma de agir é, tão somente, para marcar limites e deixar claro o que permite ou o que não permite que lhe aconteça, sem o desejo de causar mal a ninguém e gostaria de ter o apoio do genitor.


Tente sempre reconhecer a manipulação e a vitimização. Como filho, você precisa se libertar para que consiga evoluir e tornar-se independente e autônomo.
Devo ressaltar que neste caso, é importante que mãe e filho tenham acompanhamento psicológico, pois a mãe muitas vezes não percebe seu padrão comportamental danoso e precisa ressignificar suas atitudes.

Alessandra Pimenta é Psicóloga Clínica com foco em Terapia Comportamental, inscrita no CRP 06/137648 – Contato (19) 99291-9886 – Instagram: @alessandrapimenta.psi 

Alessandra Pimenta de Souza é psicóloga Clínica, inscrita no CRP 06/137648 e atua com foco na terapia comportamental. Contato: (19) 99291-9886 – Instagran: @alessandrapiment.psi


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