SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Comunicação Não Violenta

13/02/2021 - por Alessandra Pimenta

Comunicar-se de forma assertiva é essencial para os relacionamentos interpessoais, no entanto nem todos nós temos esta habilidade bem desenvolvida.
O psicólogo Marshall Rosenberg aprofundou-se no tema e define a Comunicação Não Violenta – CNV como uma abordagem da comunicação, que compreende as habilidades de falar e ouvir, levando os indivíduos a se entregarem de coração, o que possibilita conexão consigo e com os outros, permitindo assim o desenvolvimento da empatia e da compaixão.
A técnica baseia-se em competências de linguagem e comunicação que auxiliam na reformulação da forma como cada um se expressa e ouve os demais. A CNV propõe que as respostas a estímulos comunicacionais deixem de ser automáticas e repetitivas e passem a ser mais conscientes e baseadas em percepções do momento, por meio da observação de comportamentos e fatores que têm influência sobre cada um. Através da escuta ativa e profunda, o método faz com que as interações ocorram com mais respeito, atenção e empatia. Isso significa que podemos iniciar conversas “desligando” o modo de ataque ou defesa que aprendemos a utilizar ao longo da vida e permitindo que nossas vulnerabilidades sejam mostradas.

OS 4 COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA:

1- Observação:
Inicialmente, é preciso observar o que realmente está acontecendo em determinada situação. Sugere-se questionar se a mensagem que está sendo recebida, seja por meio de fala ou de ações, tem algo a acrescentar de forma positiva. É imprescindível fazer essa observação sem criar um juízo de valor, apenas compreender o que se gosta e o que não no que está acontecendo e no que o outro faz.

2 - Sentimento:
Posteriormente é preciso entender qual sentimento a situação desperta após a observação. É importante nomear o que se sente, como, medo, felicidade, mágoa, raiva, entre outros. Permitir ser vulnerável para resolver conflitos e saber a diferença entre o que se sente e o que se pensa ou interpreta também são atitudes essenciais.

3 - Necessidades:
A partir da compreensão de qual sentimento foi despertado, é preciso reconhecer quais necessidades estão ligadas a ele. Rosenberg ressalta que quando alguém expressa suas necessidades há uma possibilidade maior de que elas sejam atendidas. Comunique suas necessidades se responsabilizando por elas, por exemplo, em vez de dizer “estou irritada porque vocês não arrumaram o quarto” você pode entender quais necessidades suas não estão sendo atendidas e comunicá-las “estou irritada porque eu estou cansada e gostaria de chegar em casa e encontrá-la organizada”.

4 - Pedido:
Através de uma solicitação específica, ligada a ações concretas, é possível deixar claro o que se quer da outra pessoa. Recomenda-se usar uma linguagem positiva, em forma de afirmação, para fazer o pedido, evitando frases ambíguas ou vagas. Para que um vínculo de confiança se estabeleça precisamos comunicar nossas necessidades e pedidos de maneira que as outras pessoas tenham clareza sobre como poderiam responder a eles.

EXEMPLO PRÁTICO DE COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA:

Maria, quando você grita comigo na frente dos nossos filhos e parentes (OBSERVAÇÃO) eu me sinto diminuído e irritado (SENTIMENTO), porque preciso sentir que sou respeitado e que meus familiares querem me ajudar a me desenvolver (NECESSIDADES). Você poderia me chamar para conversar em particular quando se sentir irritada comigo? (PEDIDO). 
A Comunicação Não Violenta pode ser aplicada em relacionamentos pessoais, familiares, organizacionais, educacionais, em negociações, disputas e conflitos de qualquer natureza, podendo estabelecer relações mais profundas, afetivas e eficazes.
Estas habilidades podem ser treinadas e desenvolvidas no processo de psicoterapia com a ajuda de um psicólogo.

 

Alessandra Pimenta de Souza é psicóloga clínica, inscrita no CRP: 06/137648 - Contato para agendamento: (19) 99291-9886 - Instaram: @alessandrapimenta.psi

 

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