SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Livre arbítrio - Parte I

26/02/2021 - Thiago da Silva Vieira

Muitos evangélicos creem que o ser humano possui livre-arbítrio, afirmam que todos podem escolher ou rejeitar a Salvação por sua livre vontade. Creio que a maioria não sabe nem sequer o significado de livre-arbítrio. A definição de livre-arbítrio: é a possibilidade de tomar decisões, fazer escolhas segundo a própria vontade, sem ser influenciado por nada, internamente ou externamente. Visto que o homem nasce com a natureza corrompida pelo pecado, ele só pode escolher de acordo com sua vontade, porém a sua vontade foi afetada e escravizada pelo pecado. Logo o homem não consegue fazer escolhas sem ser influenciado por sua natureza má. O homem natural é totalmente incapaz de escolher o bem espiritual, amar a Deus e fazer a Sua vontade. O homem possui escolhas, mas suas escolhas não são livres. Para que o homem possa escolher Deus é necessária uma mudança em sua natureza, transformando o seu arbítrio escravo do pecado através de uma ação soberana do Espírito Santo, novo nascimento, condicionando o homem a buscar a salvação em Cristo. O homem é naturalmente pecador, ele é incapaz de mudar seu caráter ou de agir de maneira contrária à sua natureza. Ele é incapaz de discernir, amar ou escolher as coisas que agradam a Deus. Sendo assim, não existe livre-arbítrio, mas incapacidade total. O arbítrio é escravo do pecado. Veremos alguns versículos bíblicos que apoiam essa incapacidade: “PODE o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? Então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal” (Jr 13.23, ARA). O profeta Jeremias faz uma comparação: assim como um etíope ou um leopardo é incapaz de mudar a natureza de sua pele, assim também é o homem com sua natureza pecaminosa. Mateus 7.18: ”A árvore má ‘não’ PODE produzir frutos bons.” Jesus afirma que uma árvore (pessoa) é incapaz de produzir frutos contrários à sua natureza. Ela não tem a escolha de agir contrário à sua natureza. João 3.3, 5: “Aquele que não nascer de novo, não PODE ver o reino de Deus… Aquele que não nascer da água e do Espírito, não PODE entrar no reino de Deus.” O nosso Senhor Jesus Cristo deu grande ênfase à escravidão da vontade humana. Ele afirma para Nicodemos que o homem é incapaz de ver e entrar no reino de Deus por sua própria vontade, sendo necessária a obra soberana do Espírito Santo, novo nascimento, no homem para que ele possa ser salvo. João 6.44, 65: “Ninguém PODE vir a mim se o Pai que me enviou o não trouxer… ninguém PODE vir a mim se por meu Pai não lhe for concedido.” Enfaticamente o nosso Senhor Jesus Cristo afirma que absolutamente NINGUÉM tem a capacidade de crer nele sem uma ação soberana do Pai. Não são os homens que aceitam Jesus, mas Deus que escolhe e leva alguns homens até Cristo para que sejam salvos. João 14.17, BJ: “O Espírito da Verdade… o mundo não PODE acolher, porque não o vê nem o conhece.” Por que o mundo rejeita Cristo e seus discípulos? A resposta está em sua incapacidade de ver e conhecer Cristo, por causa da condição de pecado que o homem se encontra. João 15.4–5, NVI: “Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não PODEM dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira... Sem mim vocês não PODEM fazer coisa alguma.” Alguns dizem que são capazes de fazer algo sem o poder de Deus, afirmam terem poder de decidir e fazer o que querem para agradar a Deus, mas Jesus é bem claro: “Sem mim nada podem fazer”. Romanos 8.7–8, NVI: “A mentalidade da carne... Não se submete à lei de Deus, nem PODE fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.” Em alguns círculos evangélicos alguns creem que através de suas obras podem obter a salvação, outros afirmam que Deus é cavalheiro e que não quer interferir no livre-arbítrio do homem, deixando que tal homem escolha por si se quer servir a Deus ou não. Porém, o Apóstolo Paulo afirma o contrário, que ninguém pode se submeter à lei de Deus em seu estado carnal. Todos são incapazes de agradar a Deus na carne. A natureza humana odeia a santidade, submissão e serviço a Deus. Se Deus deixasse o homem escolher servi-lo, todos seriam condenados.


Por Thiago da Silva Vieira 



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