SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Transtorno da Personalidade Narcisista

26/02/2021 - Alessandra Pimenta

A característica essencial do transtorno da personalidade narcisista é um padrão difuso de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos.
Indivíduos com o transtorno têm um sentimento grandioso da própria importância, a admiração da própria imagem é exagerada e desproporcional.
Sabemos que sentir-se seguro, se valorizar e se amar é necessário e auxilia na construção da autoestima. No entanto este amor próprio desenvolvido ao longo da vida pode ultrapassar os limites aceitáveis, tornando-se exagerado.
Este transtorno, embora seja erroneamente comparado com uma simples vaidade, é uma condição bem mais complexa e um comportamento nocivo que afeta a muitos aspectos da vida de pessoas que sofrem desse distúrbio e dos que convivem com elas.
Consiste em desvios extremos da maneira como a pessoa pensa, percebe, sente e se relaciona com os outros, afetando sua maneira de ver o mundo, os outros e a si mesmo, o modo como expressa e gerencia suas emoções e o seu comportamento social.
Apesar de não ser regra, há casos em que o narcisista, apesar de demonstrar altivez exacerbadamente elevada, na realidade oculta uma baixa autoestima - daí a necessidade de se sentir e demonstrar ser superior aos demais.
É importante ressaltar que indivíduos com autoestima elevada sabem se valorizar, mas sem desmerecer os demais, ao contrário do narcisista.
Características:
1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância. Exemplo: exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes.
2. É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal.
3. Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, outras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada.
4. Demanda admiração excessiva.
5. Apresenta um sentimento de possuir direitos. Expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável ou que estejam automaticamente de acordo com as próprias expectativas.
6. É explorador em relações interpessoais. Tira vantagem de outros para atingir os próprios fins.
7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros.
8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam.
9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes.
O transtorno deve ser diagnosticado segundo os critérios diagnósticos, dentre eles a apresentação de 5 ou mais características citadas acima, portanto caso tenha identificado é importante que procure um médico psiquiatra ou um psicólogo.
Causas:
Embora as causas do transtorno de personalidade narcisista ainda não são sejam exatas, acredita-se que ele resulta da combinação de fatores que podem estar relacionados a:
1. Genética: características hereditárias;
2. Meio ambiente: Desencontros nas relações com os cuidadores na infância, tais como dedicação exagerada ou crítica excessiva;
3. Neurobiologia: a conexão entre o pensamento e o comportamento que envolve o temperamento e a capacidade de gerir as tensões.
Prevalência do Transtorno:
As estimativas de prevalência do transtorno da personalidade narcisista, com base nas definições do DSM-IV, variam de 0 a 6,2% em amostras de comunidades.
Desenvolvimento e Curso do Transtorno
Traços narcisistas podem ser particularmente comuns em adolescentes e não necessariamente indicam que a pessoa vai desenvolver o transtorno da personalidade narcisista. Indivíduos com esse transtorno podem ter dificuldades especiais de adaptação ao surgimento de limitações físicas e profissionais inerentes ao processo de envelhecimento.
Questões Diagnósticas Relativas ao Gênero
O DMS-V aponta que entre aqueles diagnosticados com transtorno da personalidade narcisista, 50 a 75% são do sexo masculino.
Tratamento:
A psicoterapia é muito importante no tratamento do distúrbio da personalidade narcisista. A terapia Cognitivo Comportamental pode ser aplicada para ajudar o sujeito a aprender como se relacionar melhor com os outros, estimulando relacionamentos interpessoais mais funcionais, obtendo uma melhor compreensão de suas emoções, além de desenvolver maior tolerância às críticas.


Alessandra Pimenta é Psicóloga Clínica inscrita no CRP 06/137648 – Contato (19) 99291-9886 – Instagram: @alessandrapimenta.psi 

Alessandra Pimenta de Souza é psicóloga Clínica, inscrita no CRP 06/137648 e atua com foco na terapia comportamental. Contato: (19) 99291-9886 – Instagran: @alessandrapiment.psi


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