SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

A Maravilhosa Graça de Deus em meio ao pecado

13/03/2021 - Thiago da Silva Vieira

Para entender melhor o texto, leia Gênesis 38.
O capítulo 38 de Gênesis revela a condição humana sem Deus, em que cada um age segundo seus interesses egoístas, enganando e sendo enganados, causando sofrimento e sofrendo as consequências do pecado. O capítulo mostra que a Bíblia não é uma coleção de histórias bonitas prazerosas de se ler e de heróis bons, que fazem tudo perfeitamente e que vencem homens maus; o capítulo mostra que a Bíblia também conta histórias feias da maldade de pessoas que não são exemplos morais para ninguém. A Bíblia revela como os seres humanos se separaram de Deus por causa do pecado, as consequências disso e, também, contém a revelação de como Deus salva pecadores, transformando-os por Sua Graça em Seus servos.
Moisés, o autor inspirado, revela o quanto Judá, o filho prometido da linhagem do Messias, era depravado. Ela relata um claro contraste entre dois filhos de Jacó: José, o filho querido, e Judá, o filho prometido. Uma história de pecados, morte e salvação.
Contraste entre José e Judá:
►Judá se apartou de seus irmãos por espontânea vontade, se distanciou da família da aliança que herdaria a terra prometida, contraiu um casamento misto com uma mulher cananéia, morou junto com um povo inimigo de Deus por longos anos (Gn 38.1-5; Gn 15: 16-21).
►José foi forçado a deixar a família da aliança e a terra prometida ao ser vendido como escravo para o Egito (Gn 37), posteriormente casou-se com uma egípcia, sem escolhas. ( Gn 41:45).
►José era obediente a Deus e a seu pai, enquanto Judá era desobediente. No Egito, José, mesmo escravo, é abençoado por Deus, enquanto Judá, livre entre os cananeus, é castigado.
O capítulo retrata o pano de fundo negro dos pecados de Judá, revelando a beleza da soberana graça de Deus em escolhê-lo como filho prometido.
Judá é um homem injusto, com filhos injustos. Ele não assume suas responsabilidades de líder familiar. Casou-se fora da linhagem piedosa e teve seus dois primeiros filhos mortos por Deus porque faziam o que era mal. Culpou Tamar, sua nora, pela morte de seus filhos e a enganou sobre a lei do levirato (Dt 25.5,6; Rt 4.5,10,17) quanto a seu filho mais novo ( 38. 6-11). Se preocupava mais com sua imagem diante dos homens do que diante de Deus (vs 20). A esposa de Judá também morreu. Tudo isso mostra que Ele é incapaz, segundo sua vontade, de dar sequência à semente prometida. Diante disso, estaria ameaçada a linhagem do nosso Salvador? Não, Tamar se disfarçou de prostituta e enganou Judá, ficando grávida dele e assegurando a descendência familiar do Messias. No final do capítulo, vemos o início da transformação de Judá (vs 26), que assumirá a posição de liderança entre seus irmãos (Gn 44; 49.8–12).
Esse capítulo mostra que:
1. A Soberania de Deus está acima das ações más dos homens. A Graça de Deus superabunda sobre o pecado. O pecado não destrói o plano gracioso de Deus para salvar pecadores, antes serve como um contraste que realça a grandiosidade da graça e do amor de Deus por homens caídos.
2. A descendência da qual viria o Salvador não depende das escolhas e perfeição humana, mas da eleição soberana de Deus.
3. Judá e Tamar nos mostram que a salvação é do Senhor. Mesmo o pior dos pecadores pode ser salvo por meio da Graça redentora de Deus. Apesar de enganar seu sogro, Tamar esperava não apenas gêmeos, mas o herdeiro da promessa. Seu nome está para sempre na genealogia da Semente Prometida, Jesus Cristo (Mateus 1.3). Judá foi transformado progressivamente por Deus para ser o Líder de seus irmãos. Seu nome será lembrado como a tribo do qual veio o Rei Jesus Cristo. Há esperança também para você.

 

Por Thiago da Silva Vieira 



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