SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34

Terminou primeiro mandato sem cumprir o que prometeu e sem devolver dinheiro público que recebeu indevidamente

09/01/2021

Em 2016 Rafael Kocian, o “Rafa”, fez campanha prometendo doar o salário para causas educacionais, etc.

De forma ilegal, sem informar ao Instituto Federal do Sul de Minas que seria candidato a vereador e, depois, que foi eleito, passou a receber simultaneamente o salário de professor e o subsídio de vereador, e isso por cinco meses.

Somente após responder a processo administrativo que poderia lhe custar o emprego público federal renunciou ao subsídio de vereador, em 9 de outubro de 2017. De janeiro a maio de 2017, recebeu e efetuou algumas doações, em que pese o DEMOCRATA haver solicitado, ele deixou de comprovar ao jornal TODAS as doações efetuadas. As promessas de campanha, a de “abrir mão” do subsídio de vereador, registrada em cartório, só valeu após ele responder a processo e receber 5 meses de subsídio simultaneamente ao salário de professor, o que contraria a lei.

A promessa de fazer doações do valor do subsídio de vereador, que pode ser ouvida clicando-se AQUI, só durou cinco meses.

O último salário de Kocian, conforme portal da transparência, em dezembro de 2020 foi de pouco mais de R$ 34 mil reais, como se vê pelo demonstrativo abaixo.

Tentamos saber o que seriam as “verbas indenizatórias” que o vereador recebe, mas ele - por documento - determinou que a informação não seja passada ao jornal.


Kocian processou o jornal, alegando que estas informações seriam contra sua moral, perdendo o processo: a justiça reconheceu que as informações são verdadeiras e que, como pessoa pública, ele não pode buscar proteção a vida privada.

Kocian ainda recebe, mesmo afastado, acréscimo de 50% do salário referente programa de Dedicação Exclusiva. Mesmo sem dar uma única aula. Este valor já está incluso nos R$ 16.591,91 que ele recebe mensalmente.

Chegamos ao último dia do ano. Kocian não devolveu os valores que recebeu ilegalmente. Kocian ainda deixou de fazer as doações que prometeu em campanha e reforçou em seu discurso de posse.

Pelo salário que recebe do Instituto Federal poderia, muito bem, ter doado R$ 4 mil reais por mês, equivalente ao subsídio de vereador. Não doou. Não explicou.

Se reelegeu.

Seu slogan? “So existe o que se faz”.Ao lado de um discurso moralista, uma prática da política que não faria corar políticos da velha guarda: prometeu, não cumpriu, recebeu dinheiro público de forma ilegal e ainda se reelegeu. 

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