SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Incompetência

17/05/2021

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Eduardo Ribeiro Barison exerceu a vereança por dois longos mandatos, onde tornou-se – sem dúvida – o maior crítico pessoal dos adversários.

Sempre pondo em dúvida a moral, a honra e a honestidade dos desafetos políticos, por vezes tentando humilhá-los (Quem não sem lembra que o Luiz Braz Mariano era sua vítima preferencial?) e sempre, sempre criticando políticas públicas da oposição, quaisquer que fossem.

Hoje, para surpresa de todos, solta uma postagem em rede social dizendo-se “surpreso” com um precatório de R$ 5 milhões. Disse que “não foram pagos pelo governo anterior”. Contudo, pelo que se vê, primeiro que boa parte dos precatórios tiveram início em gestão – veja-se só – em atos da gestão de Cido Espanha e Maria Edna Gomes Maziero. Barison, ou por interesse em não expor as aliadas ou por ignorância mesmo, não mencionou a ORIGEM dos precatórios. Mas não só isso.

Como que um prefeito, que se diz preparado para governar, NÃO SABIA que uma precatório de R$ 5 milhões estava à vencer? Só há duas respostas possíveis: ou é incompetente ou é ignorante.

A experiência de Barison como vereador nos faz afastar, de início, a ideia de qualquer ignorância. Não tem como ele não saber o que está acontecendo na prefeitura, ainda que dedique só metade de seu dia à administrar a cidade.

A ideia de incompetência vai surgindo, cada vez mais forte. Vejam os leitores que a lei orgânica obriga o prefeito a elaborar e apresentar, até 90 dias da posse, um Plano de Metas, onde mostraria como pretende implementar seu plano de governo na estrutura pública do poder Executivo Municipal. Barison não foi capaz de realizar este plano de metas!

Um prefeito que vira as costas ao planejamento, que senta em cima da realização de plano de metas previsto na lei maior do município é é surpreendido com uma dívida, constante de precatório, de R$ 5 milhões, como seria comentado pelo vereador Barison, em uma atuante Câmara Municipal? 

Um mínimo de planejamento, exigível de qualquer administrador público, exige que tenha em mãos não só a previsão de entrada como os débitos vencidos e a vencer, em curto, médio e longo prazo. Ao se dizer surpreso por um precatório de R$ 5 milhões, Barison deixa bem claro, de duas, uma destas coisas:

1. Ou não tem a menor ciência do que acontece e está para acontecer na prefeitura OU


2. Está sendo muito, muito mal assessorado.

Não são R$ 2 reais, que ficaram em uma gaveta. Ou uma conta de padaria que passou desapercebida. Nada disso. SÃO R$ 5 MILHÕES!!!!

Com precatório, deveriam constar – inclusive – do orçamento que ele mesmo votou na Câmara, no ano passado. Se ele, como vereador, deixou escapar R$ 5 MILHÕES e, agora como prefeito, é surpreendido pelos mesmos R$ 5 milhões, é caso de pedir pra sair.

Não ter previsão de R$ 5 milhões de dívida a vencer em uma administração pública é incompetência, ainda que conte com apoio do Ministério Público, desconhecer parte de dívida do município deste porta não é, como disse recentemente o promotor Gabriel Marson Junqueira, a melhor escolha possível: é incompetência mesmo!

Barison deve duas explicações à sociedade e aos vereadores, representantes do povo:

1. Como que não sabia que haviam R$ 5 milhões a vencer em baixo de suas barbas?

2. Qual a origem, os fatos, que geraram esta dívida judicial?

Anunciar, como ele fez recentemente, que conseguiu a CND para o município sem um mínimo de planejamento e sem considerar as dívidas que vencem a curto e médio prazo e planejar como pagá-las é o mesmo que vender a geladeira e, com o dinheiro, ir ao açougue fazer compra de carnes para um mês.

É falta de planejamento. É falta de apresentar, de forma clara, um plano de metas que considere as dívidas do município que ele, agora, deu certeza a todos que desconhece.

Como Mococa pode seguir com um prefeito que deixa escapar da obrigatória previsão e planejamento uma dívida de R$ 5 milhões de reais que já estava consolidada judicialmente?

O Promotor pode até elogiar as escolhas de Barison, mas para “nosotros” não parecem escolhas: parece que ele está é perdido mesmo. "Estamos correndo atrás" resume a estrutura central de um governo que não planeja, mas que reaje conforme as coisas acontecem. 

Enquanto as escolas municipais são furtadas sistematicamente, enquanto falta planejamento a ponto do prefeito desconhecer um precatório de R$ 5 milhões, cidadãos preocupados realizam uma vaquinha para arrumar uma pista de atletismo, em meio a uma pandemia.

E Mococa? Como fica Mococa?  



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