SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



O escândalo das cestas básicas em Mococa

20/12/2021

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A força de uma estrutura de poder econômico e político que se sedimenta no correr dos anos, gerando capilaridade entre ocupantes de esferas de poder da República, firmemente enraizada, não pode ser desconsiderada.

Isso se viu por exemplo em forte reação de órgãos públicos de controle externo a condutas dos ex-prefeitos reiteradas pelo atual prefeito, Barison, desta feita sem qualquer reação de órgãos de controle externo. Uma vergonhosa omissão.

E um dos mais poderosos se não o mais poderoso, instrumento das estruturas tradicionais de poder para manipular a vontade do eleitorado é, exatamente, cestas básicas.

Sem qualquer respeito pelo princípio constitucional da publicidade, a atual gestão de Mococa mantém dezenas de cestas básicas “escondidas” exatamente no prédio do gabinete do prefeito, e são controladas - pasmem os republicanos, legalistas - por um cabo eleitoral da campanha do prefeito, investido na estrutura pública como gestor das cestas básicas sem qualquer ato público, sem nomeação, sem concurso público, nada.

Mas não para por aí. Vejam os leitores que não há publicação ou informação publicada sobre o número de cestas, suas origens, doadores e seu destinos. Esse descontrole é mais do que uma faceta da incompetência gerencial do prefeito. Também permite que cestas básicas sejam recebidas e entregues sem qualquer controle.

Mas não para por aí. Vejam os leitores que em “live” transmitida pelo vereador Tidi Thai, vimos que inicialmente o cabo eleitoral disse não haver cestas para, depois, serem descobertas pelo vereador dezenas de cestas básicas escondidas.

Mas não para por aí. O cabo eleitoral de Barison, investido em gestor de cestas básicas, abre as cestas e divide os alimentos entre mais de uma família, o que por si só já bastaria para fazer uma Câmara Municipal e vereadores sérios, comprometidos com o povo, buscar uma Comissão Especial de Inquérito para entender e regularizar a situação.

O Departamento que tem a obrigação legal de administrar a Assistência Social em Mococa Val Miranda, foi nomeada após perder as eleições onde concorreu em 2020 para vereadora. Nomeada sem formação em curso de nível superior ou qualquer experiência comprovada na área.

Sem qualquer política pública em assistência social apresentada pela atual administração, passaram a comemorar, de forma cabotina, qualquer doação ou avanço vindo do governo estadual como mérito da gestão atual.

Essa falta de planejamento pode ser mais do que mera incompetência do prefeito e da diretora. É confortável, porque com a ausência de registros claros e publicados, não se sabe ao certo quantas cestas básicas chegaram, quantas estão em estocadas, onde estão estocadas ou para quem foram distribuídas.

O constrangedor silêncio da oposição e das autoridades investidas pelo Estado brasileiro para coibir esse tipo de conduta persiste.

Enquanto isso cestas básicas seguem manipuladas sem qualquer controle.

Na montagem abaixo, um mar de cestas básicas com Barison, seu cabo eleitoral e, no canto, a Diretora Val Miranda.

E mais 500 cestas podem ter sido compradas pela prefeitura, com dinheiro do enfrentamento a covid-19.

A melhor gestão possível, já foi dito por um promotor de justiça. Será? 



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