SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



O sofrimento nos fortalece

02/11/2020 - por Isabel Scoqui

Nossa visão limitada dos acontecimentos da vida às vezes não nos permite entender os mecanismos divinos na coordenação da Sua obra. Quando vemos um pequeno ramo verde romper a terra firme e elevar-se na direção do sol, buscando instintivamente a luz, não compreendemos quais são os objetivos divinos para a pequena planta. Passados alguns dias, voltamos a atenção para o pequeno ramo e nos surpreendemos... Já não é mais um raminho, está mais forte. Contudo, o vemos agora ser açoitado por rajadas de vento, por chuvas torrenciais ou pelo sol escaldante. A pequena planta se dobra... É jogada de um lado para o outro. Algumas folhas, ainda frágeis, não resistem, desprendem-se do galho e são levadas... A chuva castiga, o sol maltrata, mas a pequena árvore não sucumbe. Dentro de alguns anos o tronco estará mais firme, já não se dobrará tanto com os açoites do vento, e as raízes buscaram sustentação no solo generoso. E nesse fenômeno da natureza os objetivos do Criador se cumprem... A semente se converte em planta, que se faz árvore, floresce, frutifica e espalha novas sementes que germinarão e frutificarão.  Como ocorre com a árvore, nós também passamos por momentos em que sentimos, no corpo e na alma, os açoites do vento cruel dos sofrimentos. Outras vezes, são as tempestades de problemas que testam a nossa resistência... Em outros momentos é o sol escaldante da solidão, do desalento, fazendo-nos exaustos e desejosos de nos deixar cair para não mais levantar... Ainda aí devemos nos espelhar nos exemplos da natureza. A árvore somente se mantém em pé porque se faz flexível diante dos embates. Enquanto o vento a faz dobrar-se, as raízes se firmam no solo, tornando-a mais forte e resistente. Mesmo quando as baixas temperaturas do inverno lhe crestam a ramagem, ela não desiste, permanece em pé, aparentemente vencida, para, logo mais, enfeitar-se novamente com folhas e flores e continuar em busca do sol, sua fonte de vida.  Pensando a respeito dessas singelas experiências da natureza, poderemos entender os objetivos do sofrimento em nossas vidas. Jesus, o Espírito mais sábio de que a Terra teve notícias, alertou que nada há oculto que não venha a ser descoberto. Essa é a realidade da qual não poderemos fugir, por mais que tentemos. Assim sendo, é decisão inteligente de nossa parte agirmos de tal forma que, se forem divulgados nossos pensamentos e atos, de nada tenhamos que nos envergonhar. Em outras palavras, é importante que nossa vida seja um livro aberto, do qual não tenhamos de arrancar nenhuma página ou adulterar nenhuma linha, na tentativa de enganar a ninguém, muito menos de enganar a Deus. Uma das causas de sofrimento dos Espíritos é o fato de perceberem que os equívocos cometidos não se apagaram com a morte. Muitos tentam fugir de suas vítimas, que os aguardam no além-túmulo, ou fugir de si mesmos, tamanha a carga negativa que acumularam na própria consciência. Assim, enquanto estamos a caminho, repensemos nossos valores, nossas atitudes. E se percebermos que não estamos agindo de acordo com a sã consciência, corrijamos o nosso passo, para nosso próprio bem. Ao sofrermos, lembremo-nos das palavras do nosso Mestre Jesus: “Vinde a mim todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mateus, XI :28-29-30). Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perdas de entes queridos, encontram sua consolação na fé no futuro e na confiança na justiça de Deus. Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu os aliviarei”. Fonte: Redação do Momento Espírita e trecho do cap. VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Publicado na edição 1639 de 22/10/2020

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