SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

19/12/2020 - por Maria Betânia dos Santos Chaves

O “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres” é celebrado anualmente em 6 de dezembro, oficializado pela Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007.


O objetivo desta data é conscientizar os homens sobre o papel que precisam desempenhar para colaborar com o fim da discriminação e violência contra as mulheres. A data lembra, também, que a violência contra a mulher não se resume apenas às agressões domésticas, mas também assédio sexual, moral, estupros e bullying na internet.


Essa é mais uma data que foi criada devido a um acontecimento trágico envolvendo vítimas mulheres. Data essa da qual eu também desconhecia a história por trás, tendo tomado conhecimento somente após pesquisas. Aliás, você, leitora, sabia da existência da data?


A escolha desta data remete a um caso de violência contra as mulheres que chocou o mundo. Em 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine, um jovem canadense de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica de Montreal (Canadá) e ordenou que todos os homens abandonassem o local, para que pudesse assassinar todas as mulheres daquela turma. Ele se matou em seguida, mas deixou uma carta dizendo não suportar a ideia de mulheres fazendo engenharia, um curso tradicionalmente masculino – 14 alunas foras assassinadas.


Comovido e chocado com este caso, um grupo de homens canadenses criou a Campanha do Laço Branco (White Ribbin Campaign), um movimento que visa fomentar a igualdade de gêneros e uma nova visão sobre a masculinidade.


No Brasil, a Campanha do Laço Branco é coordenada pela Rede de Homens Pela Equidade de Gênero (RHEG), junto com Organizações Não-Governamentais (ongs) e núcleos acadêmicos, promovendo eventos e atividades de combate à violência contra a mulher em espaços públicos, escolas, instituições de saúde, empresas públicas, privadas, e divulgando material informativo e educativo.


É necessário combater as causas da violência, e uma delas é o machismo. Para isso precisamos estabelecer pactos nas relações sociais entre homens e mulheres, que preservem a vida e que a violência machista seja considerada algo inaceitável por “todos”.


A maioria da violência contra as mulheres é praticada por homens. A opressão das mulheres, na maneira como o machismo está colocado, é feita pelos homens que abusam dos privilégios que o machismo estabelece para o sexo masculino. Então é preciso que os homens tenham conhecimento da maneira como esse sistema gera violências de gênero diariamente contra as mulheres e que possam, então, se mobilizar pelo fim da violência.


É fundamental que os homens revejam suas atitudes, compreendendo que as atitudes que eles praticam podem configurar violência de gênero. Precisam repensar em entender como esse sistema está estabelecido na sociedade. Uma mobilização dos homens, respeitosa, é essencial para que a gente possa pensar em uma sociedade mais justa e sem discriminação de gênero. 

Maria Betânia é bióloga, formada na FEUC e foi conselheira tutelar por mais de cinco anos em São José do Rio Pardo. Escreve sobre direitos humanos.

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