SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Pedofilia e o perigo da exposição de imagens de crianças na internet

19/12/2020 - por Josanete Monteiro Gozzo

A operação Black Dolphin e a reportagem recente no programa “Fantástico”, da rede Globo, revelaram o perigo da exposição de fotos e imagens de crianças em redes sociais da internet.


É comum os próprios pais, familiares e até mesmo a própria criança/adolescente postarem nas redes sociais da internet fotos, vídeos e imagens registrando momentos de suas vidas. Embora, a princípio, possa parecer algo inofensivo, essa exposição pode sujeitar a criança/adolescente a perigos de diversas espécies.


A pedofilia está entre os crimes mais praticados na internet, e o modo de agir desses criminosos, revelado durante as investigações da polícia, demonstram que eles utilizam fotos e vídeos de crianças e adolescentes postadas nas redes sociais da internet pela própria criança/adolescente ou familiares.


Nas apreensões realizadas pela polícia, na operação Black Dolphin, foram encontrados catálogos digitais de imagens de crianças que eram oferecidos aos pedófilos para que estes escolhessem suas vítimas, e muitas dessas imagens eram capturadas das redes sociais das vítimas.


As imagens de crianças/adolescentes em redes sociais na internet podem atrair pedófilos, criminosos e exploradores, que não vão medir esforços para conseguirem realizar seus intentos e perversidades. A atuação desses criminosos, pela internet, costuma seguir um certo padrão: eles navegam nas redes sociais que possuem imagens de crianças, olham, se interessam por aquela criança para satisfazer sua lascívia ou para utilizarem a imagem para montagem pornográfica ou para vender aquela criança sob encomenda a um pedófilo. Depois eles passam para a segunda etapa, que pode ser a abordagem da vítima pela rede social com inúmeras armadilhas engenhadas ou a abordagem física, que pode chegar ao sequestro, dependendo das informações que eles conseguiram obter pela rede social como endereço, hábitos cotidianos, escola, local frequentado, etc.


Através de uma simples e inocente imagem, um criminoso pode identificar muitas informações sobre uma criança, como, por exemplo, reconhecer por algum detalhe da imagem o endereço da residência ou escola que a criança frequenta.


Outro perigo que não prestamos atenção, mas os criminosos sim, é o ato de fazer “check-in” nas redes sociais confirmando os locais em que a criança esteve, e isso pode tornar a criança uma presa fácil.


Cabe aos pais ou ao responsável legal, como consequência do poder familiar, o dever de vigiar e de orientar seus filhos quanto ao uso e a exposição da sua imagem na internet.


Precisamos estar sempre alertas aos perigos a que nossas crianças e adolescentes estão expostos na internet. Vigie e denuncie! 

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