SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Última lição de vida

31/12/2020 - por Isabel Scoqui

Havia, entre os apóstolos, uma polêmica sobre a fé e o serviço, quando o Cristo, dentro da profunda simplicidade, que lhe era característica, contou uma história:
Um grande senhor recebeu alarmantes notícias de que em zona distante de seu reino, muitos habitantes haviam contraído uma febre maligna. Desejoso de socorrer seus tutelados, enviou mensageiros de confiança conduzindo víveres e remédios para socorrer aquela população.


Os emissários saíram do palácio com grande promessa de trabalho, segurança e eficiência na missão; todavia, logo que se viram fora das vistas do senhor, começaram a discutir sobre o caminho a tomar. Uns reclamavam o atalho, outros a planície sem espinheiros e outros, ainda, pediam a passagem através dos montes. Surgiam as discórdias, a propósito de mínimas questões, cada um queria impor a sua vontade, com pleno desperdício da oportunidade, e, em razão disso, todos se atrasaram. Chegando ao vale da peste, ao mesmo tempo, para enorme desapontamento, já não havia nenhum doente vivo. A morte devorara-os, um a um, enquanto os mensageiros discutidores desperdiçavam o tempo durante a viagem.


Saber-se útil é essencial para um servir equilibrado. Por isso, convém desenvolver o hábito de servir. Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal. No entanto, é preciso abrir mão dos caprichos pessoais e seguir em frente, em todas as ocasiões.


Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar. Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações. Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro. Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste.


Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular. Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito. Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa. A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno.


É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias. Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza. Silencie e sirva, olvidando ofensas. Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria. Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência.


Pode ser que você suporte o assédio de Espíritos inferiores. Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em velhos vícios. Abstenha-se da queixa sem utilidade. Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores. A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários. Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal.


A preguiça é ópio das trevas. Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero. Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos. Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo. Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas. Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar. Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual. Para ser feliz e equilibrado, impõe-se adquirir esse saudável hábito. Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender.

Fonte: Redação do Momento Espírita e trecho do livro Jesus no Lar de Neio Lúcio, psicografia de Chico Xavier. 

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