SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Qual deve ser a atitude do cristão em relação aos falsos mestres?

06/02/2021 - por Thiago da Silva Vieira

Diariamente vemos notícias sobre erros ensinados por falsos mestres; isso não deveria nos assustar, pois está escrito na Palavra de Deus que nos últimos dias surgiriam homens com tais características. A questão não é nosso espanto diante das aberrações que ensinam, mas sobre a opinião de alguns cristãos de como devemos reagir a esses enganadores. Para muitos “cristãos” contemporâneos, em nome de um falso amor, os crentes deveriam se calar diante dos falsos mestres que pregam e praticam heresias destruidoras, alegando que esse não é nosso dever como Cristãos, que somente devemos pregar o evangelho, deixando os falsos mestres acertarem-se com Deus, pois é Deus quem deve julgá-los. Será que é isso que a Bíblia nos instrui a fazer? Claro que não! No Antigo Testamento,

Deus estava sempre denunciando os falsos profetas, proferindo sobre eles mensagens de juízo. Deus ordenava que o povo discernisse quem eram os falsos profetas e os condenassem (Dt 13.1-5; Dt 18.20; Jr 14.14,15). No Novo Testamento, nosso Senhor Jesus Cristo advertiu seus discípulos sobre os falsos mestres (Mt 7.15). A maioria das cartas Apostólicas foram escritas para combater os falsos mestres e suas falsas doutrinas, as quais estavam influenciando as igrejas, pervertendo o evangelho. Em 1 e 2 Coríntios, o Apóstolo Paulo combateu o paganismo e os falsos apóstolos que atacavam sua credibilidade (2 Co 11-12). Em Gálatas, ele contrapõe os falsos mestres judaizantes que pregavam contra a doutrina da justificação somente pela fé (Gl 1.8-9; 3.1-14). Em Filipenses, Paulo adverte a igreja sobre os falsos mestres judaizantes. Em Colossenses, Paulo refuta os ensinamentos dos falsos mestres sobre a pessoa de Cristo. Em 1 e 2 Tessalonicenses, o apóstolo Paulo combate os falsos profetas sobre a vinda de Cristo. Em 1 e 2 Timóteo, ele encoraja Timóteo a permanecer firme na Sã Doutrina, em contraste com os falsos mestres que apostataram da fé ensinando doutrinas de demônios (1 Tm 2.18-20; 1 Tm 4.1-5; 2 Tm 3). O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, escreveu para instruir os cristãos a defenderem sua fé e derrotarem a invasão dos falsos profetas que negavam a segunda vinda de Cristo (2 Pedro 3. 3-4). O Apóstolo João combateu veementemente, em sua primeira carta, os falsos mestres que saíram da igreja e estavam pregando o gnosticismo, distorcendo a verdade acerca da pessoa e obra de Cristo (1 João 4.1-6). Judas, irmão do nosso Senhor Jesus Cristo, escreveu para que a igreja batalhasse com diligência pela fé entregue aos crentes (Jd 3-23), revelando o perfil de um falso mestre e sua futura condenação.


A exemplo de Cristo e dos Apóstolos, todos os cristãos são chamados a defender a fé (apologética). Vejamos o exemplo do Apóstolo Paulo: Paulo tinha a missão de pregar o Evangelho ao mundo gentio; ele cumpriu sua missão como um bom soldado de Cristo, nunca permitindo que a verdade fosse deturpada por homens amantes de si mesmos, que não têm amor por Deus nem pelo próximo. O Apóstolo Paulo, que foi posto para defesa (confirmação) do Evangelho, sempre se opôs aos erros doutrinários dos falsos mestres de sua época e nos alertou acerca dos que viriam futuramente (2 Tm 4.3).
Com o exemplo de Paulo e dos demais Apóstolos cremos que um cristão deve não somente pregar a verdade como também defendê-la; deixar o engano religioso proliferar sem ao menos combatê-lo é um ato de covardia e falta de amor a Deus e ao próximo.


Chegando à cidade de Pafos, Paulo teve seu primeiro encontro registrado com um falso mestre religioso, que se chamava Elimas Barjesus (mágico). Paulo dirigiu-se a ele da seguinte forma: “Filho do Diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor?” (At 13:10-11). Oh! Alguns dirão que Paulo não agiu como um cristão: “Que falta de amor!”. Note que Paulo não busca um diálogo amigável com o falso mestre, nem se propõe a orar por ele jogando a responsabilidade para Deus. Ele o repreendeu com toda veemência e o tratou segundo a sua obra de querer perverter os caminhos do Senhor. O Apóstolo do nosso Senhor Jesus Cristo, a exemplo do seu mestre, chamou esse homem de filho do Diabo (Jo 8. 44). Pois é isso que são todos os que ensinam contra a Verdade, filhos do Diabo, amantes da mentira igual ao pai deles. Por que o Apóstolo Paulo o tratou dessa forma? Não devemos tratar as pessoas com amor? Para muitos evangélicos contemporâneos, Paulo não agiu como um Cristão genuíno que deve amar as pessoas. Alguns confundem amor com aceitação, mas ao contrário do que muitos definem como amor, o Apóstolo agiu com amor segundo a Bíblia. Distintivamente de muitos evangélicos modernos, Paulo sabia o que estava fazendo, ele agiu com amor à verdade, a Deus e à alma de um homem, Sergius Paulus, que estava ouvindo o evangelho.


Diferentemente do Apóstolo Paulo, hoje vemos cristãos que praticam a política da boa vizinhança, buscam um denominador comum onde o “amor” está acima de tudo, até da verdade. Muitos deixam de falar contra as heresias para não serem taxados de fundamentalistas e intolerantes. Querem manter a paz com os hereges andando de mãos dadas por um objetivo comum, o “amor”, porém sem a verdade e sem Deus. Nunca se vê o Apóstolo Paulo chamando para um diálogo os falsos mestres ou os que casualmente se metiam a induzir ao erro religioso, ele não aprovava essa estratégia; mesmo não sendo um falso mestre, o Apóstolo Pedro foi repreendido pelo Apóstolo Paulo quando sucumbiu ao medo do que os outros poderiam pensar sobre sua comunhão com os crentes gentios (Gálatas 2:11-14). “Evitar conflitos nem sempre é o certo a se fazer. Às vezes, é claramente pecado.” “A paz se possível, mas a verdade a qualquer preço”. O objetivo do Apóstolo Paulo era agradar a Deus e não aos homens. Eis uma característica de um servo de Cristo. “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” (G1: 10).
Todos os Cristãos devem combater as heresias, informar sobre o perigo a todos que estão sendo levados ao engano pelos falsos mestres. Somos ensinados a manter distância daqueles que não pregam a Sã Doutrina. Todo aquele que se cala diante desses homens que não amam a Deus, estão participando das suas más obras.


“Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2João 9-11). Portanto, conheça o Evangelho, pregue o Evangelho, defenda o Evangelho.

Por Thiago da Silva Vieira
 

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