SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 34



Liberdade

06/03/2021 - por Isabel Scoqui

A busca da liberdade sempre foi uma constante na história da raça humana.
Ela compõe o conjunto dos elementos que habitualmente se imagina sejam necessários ao bem-estar das criaturas. Parece de pouca serventia possuir alguns bens, da espécie que sejam, sem a liberdade de desfrutá-los. Para ser livre, muitas vezes o homem trilhou caminhos tortuosos.
A maioria das revoluções foi levada a efeito sob o pretexto de livrar os povos de tiranos que os subjugavam.
Contudo, tão logo instaurado o novo regime, os revolucionários geralmente trataram de impedir com violência quaisquer manifestações contrárias às suas ideias. Em nome da conquista e preservação da liberdade coletiva, muitas atrocidades foram cometidas.
No mundo atual, com os valores em constante mutação, ser livre persiste como uma meta a ser atingida. Mas resta saber se o que o ser humano está vivendo realmente possui o condão de libertá-lo. Com frequência ouve-se que determinado homem ou mulher é ‘liberado’.
Curiosamente, isso não tem o sentido de que a pessoa em questão livrou-se de uma enfermidade, de um vício, ou então pagou uma dívida. Não se trata, em geral, de alguém alforriado de uma situação penosa, à custa de esforço, trabalho e talento. Ser livre, nesse contexto, possui o estranho significado de vivência desequilibrada da sexualidade, do cultivo de vícios que podem destruir a saúde física, mental e emocional.
Chafurdar em vícios e desatinos também está longe de ser conduta libertadora. Em um mundo massificado, é compreensível as pessoas desejarem distinguir-se de algum modo. Contudo, há maneiras muito mais nobres de conseguir isso do que pela adoção de comportamentos exóticos e chocantes, mas estéreis. Por exemplo, a prática das virtudes cristãs, como a caridade, a humildade, é sempre um fator de distinção. Por mais que seja dúbio o significado da expressão ‘liberdade’, ela com certeza não se identifica com a adoção de hábitos que conduzem à doença e à desarmonia.
Jesus afirmou que o conhecimento da verdade nos libertaria. De fato, uma compreensão mais aprofundada das leis da vida, ao despir o homem de suas ilusões, livra-o da mesquinhez, do egoísmo e do orgulho. Como esses vícios são os que tornam mais penosa a convivência na Terra, sua ausência implicaria em imediato acréscimo de bem-estar para todos. Tendo em vista que a árvore se identifica pelos seus frutos, a liberdade sob esse prisma é algo muito desejável. Assim, ao buscar sua liberação, reflita sobre o que ela significa. Não confunda liberdade com libertinagem, nem felicidade com deserção do dever.
Ao traçar as metas de sua vida, busque antes libertar-se da dor e do desequilíbrio. Para tal, um padrão de conduta reto e equilibrado, marcado pelo bom-senso, sempre será o melhor roteiro.
Pense nisso.
Aproveitemos as horas realizando o melhor. Estamos neste mundo para progredir. E somente se progride a esforço próprio, estudando, trabalhando, aperfeiçoando-se. Assim o fizeram todos os grandes sábios, inventores e pesquisadores. Assim procederam os ousados navegadores e descobridores de todos os tempos, sem dia nem hora determinados.
Utilizemos, dessa forma, cada dia, com sabedoria, e descobriremos, ao cabo das semanas, que toda hora é bendita e todo minuto se faz de importância. Não nos impressionemos com prognósticos desfavoráveis. Guardemos a certeza de que a nossa vontade é força determinante. Tenhamos em mente que cada qual tem a vida que procura, porque somos herdeiros de nossos próprios atos.

 

Fonte: Redação do Momento Espírita

 

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