SÃO JOSÉ DO RIO PARDO E REGIÃO – ANO 36



A crise da educação: o que estamos ensinando às novas gerações?

01/04/2025

Compartilhar



Vivemos em uma sociedade onde os valores parecem estar se perdendo, e junto com eles, a educação.

A intolerância cresce a cada dia, enquanto a paciência e a empatia tornam-se raridades.

Basta observar o comportamento das pessoas em locais públicos, como mercados e restaurantes, para perceber o quanto a falta de educação se manifesta.

Clientes desrespeitam funcionários que estão apenas fazendo seu trabalho, e a cortesia, que deveria ser um padrão mínimo de convivência, parece estar desaparecendo.

É claro que não podemos generalizar, ainda existem muitas pessoas gentis e educadas.

No entanto, a maioria dos trabalhadores encontra-se desmotivada, e isso transparece nos seus semblantes cansados ​​e desanimados.

O que está acontecendo com a sociedade? Em que momento evoluímos tecnologicamente enquanto no requisito comportamental e, aspecto mental , regredimos?

Uma nova geração cresce cercada por tecnologia e conectividade, mas muitas vezes cuida de valores fundamentais como respeito, humildade e empatia.

As interações são cada vez mais superficiais, e o individualismo se torna regra.

Muitos jovens não sabem lidar com as frustrações, e a educação – tanto a que vem de casa quanto a escolar – falha em ensinar habilidades socioemocionais.

Se quisermos mudar esse cenário, precisamos educar nossas crianças pelo exemplo.

Gentileza, simplicidade, educação, humildade e empatia devem ser princípios básicos, não abordados.

A sociedade só evoluirá de verdade quando entendermos que o respeito ao próximo é tão essencial quanto qualquer outra forma de progresso.

No entanto, essa realidade não surgiu do nada. Segundo Skinner, o comportamento humano é moldado por reforços e punições ao longo da vida.

O que acontece quando uma geração cresce sem frustrações e sem limites?

A ausência de consequências leva à formação de indivíduos que não sabem lidar com regras, não desenvolvem tolerância à frustração e acreditam que podem importar suas vontades sem considerar o outro.

Hoje, vemos uma sociedade que inverteu os papéis: crianças e adolescentes ditam regras aos pais, que muitas vezes se sentem impotentes ou temem frustrá-los.

Essas configurações da educação têm reflexos diretos em um mundo cada vez mais individualista e sem empatia.

Skinner defende que o comportamento pode ser modificado por meio de reforço positivo e modelagem adequada.

Isso significa que ainda há tempo para mudar essa realidade, mas é preciso que os pais, antes de tudo, revejam suas próprias condutas.

As crianças aprendem pela reprodução e pelo modelo que veem em casa. Se queremos um futuro melhor, precisamos ensinar pelo exemplo.

Gentileza, humildade, respeito e empatia não podem ser abordadas, mas sim regras de convivência.

Afinal, como diria Skinner, somos produtos do meio ambiente, mas também podemos transformá-lo.

Beijos, meus queridos, e até a próxima semana!

Publicado na edição 1865 de 29 de março de 2025
 



Comentários


















Leia também:


Contador explica as principais obrigações fiscais para o MEI e os contribuintes


SINCOPAR na Reunião da Regional Nordeste do SINCOMERCIO


A crise da educação: o que estamos ensinando às novas gerações?


Paula Winitski escreve no texto dessa semana: "olhos nos olhos..."

Mais notícias…




Jornal Democrata
São José do Rio Pardo e Região
Whats 19 98963-2498
Tel.: 19 3608-5040

Siga-nos nas Redes Sociais

contato@jornaldemocrata.com.br